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sábado, 4 de março de 2023

Juntos pelo Araguaia

 Juntos pelo Araguaia recuperou só 7% de 5 mil hectares
Trabalho de restauração de áreas degradadas na bacia do Rio Araguaia em Goiás começou em dezembro de 2020 e atingiu 330 hectares até o momento. Serviço depende do patrocínio de empresas privada
O Popular/CIDADES/ Deivid Souza -  02/03/2023 - 20:05
Araguaia
Projeto busca recompor áreas degradadas visando a recuperação de espaços prioritários na bacia do Rio Araguaia (Foto: Douglas Schinatto)
Lançado como uma das mais ambiciosas iniciativas ambientais em Goiás, o programa Juntos pelo Araguaia teve os trabalhos iniciados em apenas 6,6% da área pretendida no estado. Em agosto de 2021 eram 2%. O porcentual atual equivale a 330 de 5.000 hectares. O projeto busca recompor áreas degradadas visando a recuperação de espaços prioritários na bacia do Rio Araguaia. Lançado em 2019, sua execução teve início em dezembro de 2020, com previsão de duração de 60 meses. Desta forma, o término seria em 2025.

O município com o maior dos lotes do programa é Santa Rita do Araguaia, localidade do lote 2. Lá os trabalhos tiveram execução de 74% nos 230 hectares. O custo previsto é de R$ 11 milhões. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semad) informou ao POPULAR que foram plantadas 78,6 mil mudas e houve a recuperação de 70 hectares por meio da adoção de práticas de conservação do solo, como terraceamento e bacias de contenção.

O lote 1 está situado em Piranhas, onde 64% do trabalho já foi realizado. A iniciativa deve custar R$ 7 milhões. A área total a ser beneficiada no município é de cem hectares. Já foram plantadas 30,3 mil mudas de árvores. Onde já houve recuperação, em ambas as cidades, o trabalho continua, mas na fase de monitoramento.

O Juntos pelo Araguaia prevê que o estado faça a mobilização para a iniciativa se materializar, mas recursos públicos do Governo de Goiás não são empregados. Atualmente, os recursos empregados nos lotes 1 e 2 são respectivamente da Anglo American e da farmacêutica Hypera Pharma.

A execução do trabalho é feita pelo Instituto Espinhaço. A instituição é uma das duas que estão aptas atualmente a realizar o trabalho porque foram credenciadas pela Semad. A outra é a STCP Engenharia de Projetos Ltda. Cabe a elas, conforme a Semad, a efetuação de “serviços de inovação em restauração florestal, conservação de solo e engajamento social integrado para a revitalização da bacia hidrográfica”.

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Atualmente, há um edital aberto pela secretaria para que mais organizações possam se credenciar para o trabalho. O certame foi aberto em janeiro deste ano e vigora por tempo indeterminado. A publicação está no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 26. O prazo previsto para resposta da documentação apresentada é de até 20 dias.

O credenciamento tem prazo de validade de três anos. Após este período, é necessário que as organizações apresentem a documentação de ingresso no serviço novamente. Como o Instituto Espinhaço e a STCP foram credenciadas em 2021, a revisão do processo deve ser realizada no ano que vem.

Próximos lotes

A Semad já prepara as condições para o início dos trabalhos nos lotes 3 e 4. Com isto, a área total a ser alcançada chegará a 681,39 hectares, considerando os 330 já pactuados. Isto representará 13,6% do total do programa.

Estes dois lotes serão realizados por meio de compensação ambiental em virtude de licenciamento das empresas Silvânia Transmissão de Energia S.A. e Anglo American. “Também, em execução, encontra-se a adesão da empresa Pilar de Goiás Desenvolvimento Mineral Ltda, por meio de conversão de multa no valor de R$ 10.097.957,90”, informa a secretaria.

Foi pedida uma entrevista para a secretaria com algum representante da pasta que pudesse falar sobre o grau de satisfação da Semad com o porcentual alcançado, as estratégias a serem desenvolvidas para ampliar o número de empresas doadoras e se a Semad acredita ser possível concluir o trabalho até o fim do mandato do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), em 2026. Apesar da solicitação realizada na tarde desta terça-feira (28), não houve resposta até o fechamento desta edição.

São responsáveis pelo Juntos pelo Araguaia os governos de Goiás e Mato Grosso. Cada um assumiu 5.000 hectares. Do total de 10 mil hectares. Em Goiás as cidades alcançadas são, além de Piranhas e Santa Rita do Araguaia: Amorinópolis, Aragarças, Arenópolis, Baliza, Bom Jardim, Caiapônia, Diorama, Doverlândia, Iporá, Ivolândia, Mineiros, Montes Claros, Palestina de Goiás e Portelândia.

O governo federal, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), anunciou ser parceiro do programa. Foram prometidos, inclusive, recursos que viriam da conversão de multas ambientais aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Ibama). Seriam R$ 100 milhões, mas o dinheiro não chegou.

Os estudos de diagnóstico e elaboração do projeto executivo tiveram a coordenação da Universidade Federal de VIçosa (UFV), mas o trabalho técnico também teve a participação das federais de Goiás (UFG) e do Mato Grosso (UFMT). O custo foi de cerca de R$ 2,8 milhões arcado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). O orçamento inicial para a realização de todos os trabalhos é de R$ 623 milhões.
Foto: Internet/Brasil/Fotos 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Tremor de 3,6 graus na escala Richter atinge Goiás


Um tremor de terra de 3,6 graus na escala Richter atingiu municípios do interior de Goiás na tarde desta segunda-feira (4). O chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), professor Lucas Vieira Barros, explicou que o epicentro foi localizado na cidade de Mara Rosa. Não há registro de feridos.
Moradores de cidades próximas, entre elas Santa Terezinha de Goiás, Campinorte, Estrela do Norte, Mutunópolis e Bonópolis, também sentiram os abalos, de acordo com Barros.
“Em Mara Rosa foi sentido mais fortemente. Foi um sismo raso e, por essa razão, causou um susto muito grande nas pessoas. As vibrações do chão são sempre antecedidas por um estrondo muito forte”, afirmou Barros.
Os tremores, conforme explicou o professor, são provocados por uma falha geológica localizada em Goiás e em Tocantins. “Esses estados são cortados por um lineamento chamado Transbrasiliano. Esse lineamento é um conjunto de falhas geológicas que às vezes se movimentam e geram esses sismos.” 
(Fonte: G1)