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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Conferência pelo Meio Ambiente vai discutir sobre águas


A Secretaria de Estado de Educação convida as escolas da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul para a V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), que este ano tem como tema Vamos Cuidar do Brasil Cuidando das Águas. A primeira etapa da conferência, nas escolas, deve ser realizada até 31 de março.
A Conferência é um processo que mobiliza escolas brasileiras, públicas e privadas, urbanas e rurais, assim como escolas de comunidades indígenas, quilombolas e de assentamento rural, que possuem pelo menos uma turma do ensino fundamental, anos finais, cadastradas no Censo Escolar de 2016, e é dividida em três etapas: conferência nas escolas; conferência estadual, em Campo Grande; e conferência nacional, realizada em Brasília.
As últimas conferências Infantojuvenil pelo meio ambiente foram pré-requisitos para que as escolas públicas pudessem aderir ao PDDE Escola Sustentável, programa que visa à destinação de recursos financeiros para promover ações voltadas à melhoria da qualidade de ensino e apoio na adoção de critérios de sustentabilidade socioambiental, considerando o currículo, a gestão e o espaço físico, de forma a tornarem-se espaços educadores sustentáveis.

A V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente tem como objetivo fortalecer a educação ambiental nos sistemas de ensino, propiciando atitude responsável e comprometida da comunidade escolar com as questões socioambientais locais e globais com ênfase na participação social e nos processos de melhoria da relação ensino-aprendizagem, em uma visão de educação para a diversidade, inclusiva e integral.
A Conferência Nacional é o encontro nacional das delegações estaduais para realização oficinas, atividades culturais e diálogos sobre o tema “Água”, a partir dos projetos de ação selecionados nas etapas Estaduais e Distrital.
Serão aproximadamente 460 delegados e delegadas, entre 11 e 14 anos, de todo pais, que já debateram o tema em suas escolas, nas Conferências Municipais e ou Regionais e nas Conferências Estaduais. Na Conferência Nacional, esses jovens irão aprofundar a temática, socializar os projetos, participar de oficinas.

A V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente acontecerá de 15 a 19 de junho de 2018.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Água mais pura do mundo


Cientistas russos estão prestes a extrair água mais pura e antiga do planeta no lago Vostok, situado sob o gelo na Antártida, informou nesta quarta-feira (11) à Agência Efe Valery Lukin, chefe da expedição antártica da Rússia.
“Recomeçamos a perfuração do gelo antártico em 2 de janeiro. Neste tempo, avançamos 16 metros”, afirmou Lukin, subdiretor do Instituto de Pesquisas Árticas e Antárticas (IIAA), com sede em São Petersburgo.
Embora seja desconhecida com exatidão a profundidade máxima do lago, o cientista acredita que nas próximas semanas o perfurador, que no ano passado superou 70 metros de gelo grosso em menos de um mês, chegue ao seu destino.
“Estamos em 3.736 metros e poderiam faltar entre 10 e 50″, disse Lukin, que destacou que os cientistas usaram o método sísmico e de radiolocalização para calcular os dados, cuja margem de erro é de cerca de 20 metros.
Lukin explicou que a expedição russa chegou à Antártida em 28 de novembro e dedicou mais de um mês para preparar os equipamentos e analisar as mudanças observadas no gelo para retomar a perfuração.
No ano passado, a expedição russa se viu obrigada a adiar os trabalhos devido ao aumento da pressão e a diminuição das temperaturas, formando cristais de gelo que impediram seu avanço.
O Vostok, lago que ficou escondido durante milhões de anos, abriga um ecossistema único que está repleto de oxigênio com níveis 50 vezes superiores aos de água doce.
“Essa água é provavelmente a mais pura e antiga do planeta. Não temos provas concretas, mas dados de que a superfície é estéril, embora no fundo do lago haja formas de vida como termófilos e extremófilos (microorganismos que vivem em condições extremas)”, destacou Lukin.
Conforme os cientistas russos, os resultados da exploração do lago antártico serão fundamentais para o estudo da mudança climática na Terra durante os próximos séculos, já que o Vostok é uma espécie de termostato isolado do resto da atmosfera e da superfície da biosfera durante milhões de anos.
Com cerca de 300 quilômetros de comprimento, 50 de largura e quase 1 mil metros de profundidade em algumas áreas, o Vostok é uma massa de água doce em estado líquido que está no centro da Antártida.
Com uma superfície de 15.690 quilômetros quadrados, similar a do siberiano Baikal, a maior reserva de água doce do mundo, o Vostok é o maior lago subterrâneo entre os mais de 100 que estão sob o gelo antártico.
Descoberto em 1957 por cientistas russos, o Vostok foi incluído na lista das descobertas geográficas mais importantes do século 20.
 (Fonte: Portal iG)
(Foto: Internet)

sábado, 6 de novembro de 2010

Mundo árabe enfrenta agravamento de crise da água, diz relatório


A partir de então, os árabes terão de sobreviver com menos de 500 metros cúbicos de água por ano, abaixo de um décimo da média mundial de mais de 6 mil metros cúbicos per capita, informou o relatório produzido pelo Fórum Árabe para Ambiente e Desenvolvimento (Afed, na sigla em inglês).
“O mundo árabe já vive uma crise de água que apenas vai se agravar com a inação,” diz o relatório, acrescentando que o abastecimento per capita caiu para apenas um quarto dos níveis de 1960.
O rápido crescimento da população pressionará ainda mais os recursos de água. De acordo com projeções da ONU (Organização das Nações Unidas), os árabes, que agora somam quase 360 milhões, vão se multiplicar para quase 600 milhões até 2050.
A mudança climática agravará a questão. Até o fim deste século, os países árabes poderão vivenciar uma queda de 25% nas chuvas e uma aumento de 25% nas taxas de evaporação, de acordo com modelos de mudança climática citados no relatório.
“Como resultado, a agricultura abastecida pela chuva ficará ameaçada, com a estimativa que as colheitas médias sofram um declínio de 20%”, diz o documento.
Treze países árabes estão entre as 19 nações com mais escassez de água do mundo. As pessoas de oito países árabes já têm de sobreviver com menos de 200 metros cúbicos por ano.
“Sem mudanças fundamentais nas políticas e nas práticas, a situação vai se agravar, com ramificações sociais, políticas e econômicas drásticas”, diz o relatório.
As condições variam pela região, mas dentro de apenas cinco anos o Iraque e o Sudão passarão pelo teste da escassez de água, definido como mais de mil metros cúbicos anuais per capita, assumindo que o abastecimento vindo da Turquia e da Etiópia continue nos níveis atuais.
A agricultura consome 85% do uso de água árabe, em comparação com a média mundial de 70%. A eficiência da irrigação é de apenas 30%, contra a média mundial de 45%. (Fonte: Folha.com)