Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Conferência pelo Meio Ambiente vai discutir sobre águas


A Secretaria de Estado de Educação convida as escolas da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul para a V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), que este ano tem como tema Vamos Cuidar do Brasil Cuidando das Águas. A primeira etapa da conferência, nas escolas, deve ser realizada até 31 de março.
A Conferência é um processo que mobiliza escolas brasileiras, públicas e privadas, urbanas e rurais, assim como escolas de comunidades indígenas, quilombolas e de assentamento rural, que possuem pelo menos uma turma do ensino fundamental, anos finais, cadastradas no Censo Escolar de 2016, e é dividida em três etapas: conferência nas escolas; conferência estadual, em Campo Grande; e conferência nacional, realizada em Brasília.
As últimas conferências Infantojuvenil pelo meio ambiente foram pré-requisitos para que as escolas públicas pudessem aderir ao PDDE Escola Sustentável, programa que visa à destinação de recursos financeiros para promover ações voltadas à melhoria da qualidade de ensino e apoio na adoção de critérios de sustentabilidade socioambiental, considerando o currículo, a gestão e o espaço físico, de forma a tornarem-se espaços educadores sustentáveis.

A V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente tem como objetivo fortalecer a educação ambiental nos sistemas de ensino, propiciando atitude responsável e comprometida da comunidade escolar com as questões socioambientais locais e globais com ênfase na participação social e nos processos de melhoria da relação ensino-aprendizagem, em uma visão de educação para a diversidade, inclusiva e integral.
A Conferência Nacional é o encontro nacional das delegações estaduais para realização oficinas, atividades culturais e diálogos sobre o tema “Água”, a partir dos projetos de ação selecionados nas etapas Estaduais e Distrital.
Serão aproximadamente 460 delegados e delegadas, entre 11 e 14 anos, de todo pais, que já debateram o tema em suas escolas, nas Conferências Municipais e ou Regionais e nas Conferências Estaduais. Na Conferência Nacional, esses jovens irão aprofundar a temática, socializar os projetos, participar de oficinas.

A V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente acontecerá de 15 a 19 de junho de 2018.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Noruega anuncia que deve cortar pela metade repasse ao Fundo Amazônia



O governo da Noruega anunciou nesta quinta-feira (22) que deve cortar pela metade o repasse ao Fundo Amazônia previsto para o ano que vem, de acordo com informações do Jornal Nacional. Serão R$ 200 milhões a menos para a proteção da floresta brasileira.
O país nórdico já investiu quase R$ 3 bilhões em projetos de preservação e proteção de povos indígenas e da Amazônia – o Brasil recebia o equivalente a R$ 400 milhões por ano. Mas, há cerca de três anos, os índices de desmatamento passaram a aumentar e os noruegueses começaram a questionar as políticas de conservação.
Vidar Helgesen, ministro de Clima e Meio Ambiente da Noruega, disse que o valor exato do corte só vai ser definido no final deste ano.
“De acordo com as regras que foram desenhadas pelas próprias autoridades brasileiras, se o desmatamento aumenta, haverá menos dinheiro saindo da Noruega”, disse. “Se o desmatamento diminuir, o dinheiro volta”, ele garantiu.
Depois de passar a tarde reunido com Helgensen, Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente do Brasil, culpou o governo de Dilma Rousseff e disse que não pode garantir a preservação. “Só Deus pode garantir isso, mas eu posso garantir que todas as medidas foram tomadas”, disse Sarney.
Em nota, a assessoria do Ministério do Meio Ambiente confirmou que ocorreu uma reunião bilateral entre os ministros brasileiros e norueguês em Oslo, mas afirmou que não foi anunciado qualquer corte de recursos. Além disso, informou que o Ministério do Meio Ambiente do Brasil não recebeu, até momento, qualquer comunicado oficial sobre o assunto.
(Fonte: G1)
(Foto: Internet)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Aumenta o cerco aos caminhões poluidores

(Foto: Internet)
A Polícia Rodoviária Federal e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) intensificarão as operações nas estradas para coibir o boicote dos caminhoneiros ao Arla 32, aditivo que minimiza os óxidos de nitrogênio (NOx) emitidos pelos motores a diesel. O uso é obrigatório devido aos altos níveis de poluição atmosférica provocados pelo gás, que causa graves danos à saúde humana e ao meio ambiente nas grandes cidades. A ação já ocorreu em dois Estados nos meses de maio e junho, com resultados bastante significativos.
O trabalho em campo mostra que os motoristas de caminhão têm consciência, mas insistem na prática desse tipo de crime ambiental. Para reduzir seus custos, se arriscam até mesmo a ter o caminhão apreendido e pagar multas pesadas, superiores a R$ 50 mil.
Economia irrisória – O Ibama já aplicou mais de R$ 300 mil em multas e apreendeu 23 veículos. Alguns ainda estão nos pátios dos órgãos fiscalizadores aguardando a quitação das infrações. Não utilizar o Arla 32, além de ser uma economia irrisória no custo total do transporte, leva a prejuízos futuros previsíveis aos proprietários de caminhões, além da perda da garantia do veículo por parte das concessionárias e montadoras.
Nessa terça-feira (4), em Brasília, técnicos de órgãos envolvidos na regulamentação das emissões atmosféricas e na coordenação do Programa de Controle da Poluição Veicular por Veículos Automotores (Proconve) (Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Saúde, Ibama, Polícia Rodoviária Federal, Cetesb-SP, INEA-RJ, INMETRO, ANP, entre outros) definiram a estratégia de controle das emissões de NOx, que incluem ainda três outras medidas. A ideia é fechar o cerco para evitar as fraudes responsáveis pela poluição.
De acordo com a diretora de Qualidade Ambiental do MMA, Letícia Carvalho foi decidido o que será feito de agora em diante. “Além de intensificar a fiscalização nas estradas, o que já vem dando bons resultados, devemos levar os Estados a implantar, o mais rápido possível, os programas de inspeção veicular”, disse.
Criados pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) como uma obrigação dos Estados no âmbito do Proconve, o programa só está em operação no Rio de Janeiro. Os órgãos estaduais de fiscalização analisam as emissões dos motores, medindo o nível de concentração dos poluentes, inclusive dos NOx, e podem indicar se há ou não a correta manutenção do veículo.
Nova tecnologia – Outra medida estudada é o aperfeiçoamento da tecnologia atual dos computadores de bordo que registram o que ocorre com os motores em sua vida útil. Os técnicos da indústria automobilística já estão estudando o assunto. Isso pode permitir que os órgãos fiscalizadores detectem as fraudes pelo dispositivo. Produtos semelhantes ao Arla 32 são utilizados mundialmente para o controle dos NOx.
Segundo o gerente de Qualidade do Ar da Secretária de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Rudolf Noronha, é preciso que cada um faça a sua parte para eliminar o problema dos NOx.
Estima-se que seja um dos principais problemas de saúde pública nas grandes cidades brasileiras. É um gás poluente com ação altamente oxidante, sua presença na atmosfera causa a formação do ozônio troposférico, que pode levar ao aumento de internações hospitalares, decorrente de problemas respiratórios, problemas pulmonares e alergias. No ambiente, pode levar a formação de chuvas ácidas. Além disso, tem um importante efeito nas mudanças do clima, agravando o efeito estufa. O Conama, por meio do Proconve, vem impondo à indústria automobilística limites de emissão de poluentes cada vez mais rigorosos, desde 1986. A utilização do Arla 32 pelos caminhões e ônibus é necessária desde 2012, quando se iniciou a Fase P7 do programa, com limites para os NOx extremamente rígidos para os veículos que utilizam óleo diesel. 
(Fonte: MMA)
(Foto: Internet)

quinta-feira, 12 de março de 2015

Companhia de Operações Ambientais vai conter desmatamento na Amazônia

Desmatamento na Amazônia
 Acordo assinado nesta quarta-feira (11) entre os ministérios do Meio Ambiente e da Justiça com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) prevê a criação e o aparelhamento da Companhia de Operações Ambientais, que usará efetivo da Força Nacional de Segurança para ações de combate ao desmatamento ilegal da Floresta Amazônica.
Ao todo, serão investidos R$ 30,6 milhões, oriundos do Fundo da Amazônia – geridos pelo BNDES -, para garantir a permanência de 200 homens da Força Nacional em pontos estratégicos da Floresta Amazônica. É a primeira vez que recursos do fundo financiarão ações de fiscalização contra o desmatamento. Os agentes da Força Nacional farão operações de fiscalização e controle do corte ilegal de árvores da região de forma sistemática. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a ação faz parte da terceira fase do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, que envolve 14 ministérios, coordenada pela pasta. Iniciado em 2004, o plano é responsável pela elaboração e execução de políticas públicas voltadas para redução do desmatamento na Amazônia.
Como resultado dessas ações, em novembro do ano passado foi registrada a segunda menor taxa de desmatamento na Floresta Amazônica desde 1988. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, de agosto de 2013 a julho de 2014, foram registrados 4.848 quilômetros quadrados (km2) de área desmatada, com redução de 18% em relação aos 5.891 quilômetros quadrados apurados no período anterior.
A ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, disse que a parceria surge do esforço para equipar todos os órgãos federais que trabalham em parceria com o ministério no combate aos crimes ambientais, em especial na Amazônia.
“Toda fiscalização federal está em campo. Ao longo do ano teremos como mostrar o bom resultado dessas novas estratégias de combate aos crimes ambientais”, disse a ministra.
Segundo o Ministério da Justiça, desde 2008, a Força Nacional de Segurança faz ações de repressão aos crimes ambientais, principalmente, desmatamento, extração e comércio ilegal de madeira na Floresta Amazônica. Em seis aos, segunda a pasta, foram fiscalizados cerca de 1.200 serralherias e apreendidos mais de 1 milhão de metros cúbicos de madeira, 300 motosserras e 200 tratores.
De acordo com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o Fundo da Amazônia tem aprovado cerca de R$ 1 bilhão em projetos, sendo mais de R$ 600 milhões desembolsados. “E temos ambição de pensar em iniciativas para fazer acontecer uma redução muito mais drástica dos índices de desmatamento do país. Já conseguimos vitórias, mas precisamos dar novos passos”.
“Quando a presidenta Dilma determinou a integração do governo para o combate ao desmatamento, todos os ministérios envolvidos nesse comitê de gestão receberam essa determinação como uma causa que precisava ser assumida em face da gravidade do desmatamento. Temos empenhado e, agora com esses recursos, vamos ter uma Força Nacional mais bem equipada, com aparelhos, embarcações, com elevação de pessoal para um enfrentamento ainda mais agressivo”, disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

(Fonte: Agência Brasil)
(Foto: Internet)

terça-feira, 29 de abril de 2014

Estudo sobre picada da jararaca ajuda a entender mecanismos da hemorragia

Há muito se sabe que o envenenamento provocado por serpentes como a jararaca (Bothrops jararaca) pode causar danos aos tecidos ao redor do local da picada e estimular um quadro de hemorragia. Entender as causas desses efeitos, a sua etiologia, no entanto, é um desafio complexo.
É o que conta o médico veterinário Marcelo Larami Santoro, pesquisador do Instituto Butantan, em São Paulo, que conduziu o projeto “Importância da lesão local induzida por metaloproteinases de venenos ofídicos na indução de plaquetopenia em envenenamentos” de 2011 a 2013 com o apoio FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.
“Na maioria das ocorrências, o soro antiofídico é eficaz para tratar as picadas de jararaca; em casos mais graves, porém, pode ocorrer uma hemorragia muito intensa que deve receber tratamento específico”, disse o pesquisador.
Para entender como o veneno da jararaca afeta o sistema de coagulação e as plaquetas (células que ajudam a controlar a perda de sangue), foram feitos experimentos em ratos utilizando duas vias de inoculação, a subcutânea e a intravenosa. Com isso, procurou-se verificar a importância da lesão local na indução da plaquetopenia (redução da contagem de plaquetas no sangue) e das alterações do sistema de coagulação.
O estudo também testou a importância das duas principais classes de toxinas presentes no veneno, as metaloproteinases e as serinaproteinases; para isso, o veneno da jararaca foi incubado, antes de ser injetado nos animais, com inibidores apropriados. O objetivo da incubação do veneno é promover a inibição de determinadas enzimas. Como já se sabe, ambas as classes apresentam atividade anti-hemostática, ou seja, impedem a detenção da perda sanguínea, reação que ocorre quando o organismo tenta inibir uma hemorragia.
De acordo com os resultados, as duas classes de toxinas não estão diretamente envolvidas na origem da plaquetopenia induzida pelo veneno da jararaca, o que suscitou a conclusão de que outros mecanismos ou toxinas do veneno devam ser responsáveis pela redução das plaquetas. No entanto, as metaloproteinases do veneno se mostram essenciais para o desenvolvimento dos distúrbios da coagulação. Essa evidência contesta uma opinião difundida ao longo dos anos entre médicos e cientistas, de que as serinaproteinases são as toxinas mais importantes para o consumo do fibrinogênio, proteína envolvida no processo de coagulação sanguínea e cuja diminuição no sangue favorece o quadro hemorrágico decorrente da picada da jararaca.
Outro dado importante levantando foi que a lesão provocada no local da inoculação do veneno pode estimular a liberação de fator tissular na circulação sanguínea. Conhecido também como tromboplastina, o fator tissular é uma substância presente em tecidos, monócitos e plaquetas que desempenha um papel fundamental na coagulação sanguínea.
“O aumento do fator tissular na circulação torna a ação do veneno mais potente, aumentando os danos nos tecidos ao favorecer a coagulopatia, que são distúrbios de coagulação”, acrescentou Santoro, ressaltando que o estudo da ação dos venenos ofídicos ao longo do século XX ajudou a ciência a descobrir os mecanismos da coagulação sanguínea.
O artigo Bothrops jararaca venom metalloproteinases are essential for coagulopathy and increase plasma tissue factor levels during envenomation, descrevendo todos esses resultados, será publicado na revista PLOS Neglected Tropical Diseases.
Parceria com Argentina – O projeto contou com a participação da pesquisadora María Elisa Peichotto, da Universidad Nacional del Nordeste (NDDE) da Argentina. O trabalho foi aprovado na chamada do acordo de cooperação científica assinado em 2010 entre a FAPESP e o Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas de la República Argentina (Conicet).
A pesquisadora argentina é a autora principal de um artigo científico desenvolvido durante o projeto, Inflammatory effects of patagonfibrase, a metalloproteinase from Philodryas patagoniensis (Patagonia Green Racer; Dipsadidae) venom, publicado no periódico Experimental Biology and Medicine.
A parceria com o país vizinho ainda colaborou para a realização da primeira Jornada “Investigación biomédica de animales venenosos de la selva paranaense”, realizada em maio de 2013 na cidade argentina de Puerto Iguaçu.
Outro fruto importante do projeto foi a pesquisa de mestrado “Patogênese dos distúrbios hemostáticos sistêmicos induzidos pelo veneno da serpente Bothrops jararaca”, da estudante Karine Miki Yamashita, apoiada por uma bolsa FAPESP.
Santoro pretende agora continuar a investigação sobre o fator tissular e os mecanismos envolvidos com ele. “Conhecendo-o melhor poderemos colaborar para combater a sua ação nos casos de envenenamento”, diz. 
(Fonte: Agência FAPESP)
Foto: Internet

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Prejuízo provocado por carvão e gado é o dobro do PIB do Brasil


A pecuária na América do Sul e a extração de carvão na Ásia são as atividades econômicas mais prejudiciais ao meio ambiente. É o que mostra um estudo publicado na segunda-feira pela coalizão de negócios para Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade (TEEB, na sigla em inglês), órgão ligado ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Pnuma.
O relatório oferece uma perspectiva de negócios dos riscos que envolvem o capital natural, ou seja, os custos ambientais e sociais provocados pelos danos ao meio ambiente. O cálculo aponta que, por ano, essa conta chega a US$ 4,7 trilhões – o dobro do Produto Interno Bruto do Brasil em 2012, que foi de US$ 2,2 trilhões (R$ 4,4 trilhões).
Toda a riqueza produzida em território nacional multiplicada por dois é o quanto custa para a economia mundial os prejuízos causados pelas emissões de gases de efeito estufa, perda de recursos naturais e serviços baseados na natureza, como o armazenamento de carbono por florestas, mudanças climáticas – além dos custos de saúde associados à poluição do ar.
Transformar o impacto da degradação ambiental em cifra ainda é uma tarefa complexa. Mas os valores iniciais já assustam. “Os números desse estudo ressaltam a urgência e também as oportunidades para todas as economias que optarem pela economia verde”, comentou Achim Steiner, chefe do Pnuma.
Ásia e América do Sul como maiores predadores – A análise mostra que a extração de carvão na Ásia, liderada pela China, gera um lucro estimado em US$ 443 bilhões por ano. Ao mesmo tempo, a atividade custou US$ 452 bilhões em danos à natureza – em grande parte pela emissão de gases de efeito estufa.
Já a pecuária na América do Sul ocupa o segundo lugar no ranking. O prejuízo para a natureza foi calculado em US$ 353 bilhões, que considerou os problemas no abastecimento de água e o desmatamento principalmente na região amazônica. Por outro lado, a estimativa é que o corte da floresta tenha gerado um rendimento de apenas US$ 16,6 bilhões.
Entre os impactos provocados pelos dois setores estão as emissões de gases de efeito estufa, escassez de recursos naturais, derrubada das florestas, escassez de água, mudanças climáticas, poluição do ar e aumento dos gastos no setor de saúde.
Método quer estimular novas pesquisas – O relatório avaliou mais de 100 impactos ambientais utilizando o modelo ambiental Trucost, que concentra o uso da água, do gás de efeito estufa, resíduos, poluição do ar e da água, poluição do solo e uso da terra. Estes elementos foram quantificados por região, por meio de mais de 500 setores de atividade.
O método utilizado não dá a precisão exata, mais uma indicação dos setores prioritários e regiões onde o risco de capital natural se encontra. Ainda assim, as limitações têm um ponto positivo, de acordo com os realizadores da pesquisa: elas são apresentadas desta forma no relatório com o objetivo de estimular o desenvolvimento contínuo desse tipo de análise.
De acordo com o estudo, essa conta pode ficar mais cara nas próximas décadas. O aumento da classe média, especialmente em mercados emergentes, pode provocar uma degradação ainda maior do meio ambiente. Com um número maior de consumidores que optam pela carne e precisam de mais energia, por exemplo, os ecossistemas naturais terrestres são colocados cada vez mais em risco. 
(Fonte: Terra)
(Foto: Internet)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Substância viscosa de peixe pode compor ‘roupa do futuro’


Uma espécie de peixe sem mandíbula e sem espinha dorsal que vive no fundo do mar há mais de 500 milhões de anos secreta uma membrana viscosa que poderá ser utilizada como o tecido da roupa do futuro.
O myxini (do grego myxa, muco), também conhecido como peixe-bruxa, é uma criatura sem nenhum glamour. Ele nada em águas muito profundas, com baixa visibilidade, sempre procurando por comida. Seu prato predileto são restos de baleias mortas.
Mas ele tem uma interessante “carta na manga”. O truque está na sua estrutura corporal, que se parece com a de uma cobra. Nas laterais, glândulas soltam uma substância viscosa abundante e altamente concentrada que, na ausência de mandíbula, serve de autodefesa.
Pesquisadores filmaram recentemente o que acontece quando um tubarão morde um myxini. Sua boca e suas guelras são rapidamente cobertas pelo muco, e imediatamente eles desistem do ataque para não morrer asfixiado.
“Eles talvez não sejam uma das criaturas mais bonitas de se trabalhar, mas eu tenho muito respeito por elas”, diz Tim Winegard, pesquisador da University de Guelph, no Canadá, que estuda as fibras encontradas no muco do peixe-bruxa.
“Esses peixes são campeões por terem sobrevivido após os dinossauros e a diversos outros processos de extinção em massa”, acrescenta Winegard.
Dinossauros foram extintos por volta de 60 milhões de anos atrás, mas um fóssil do peixe-bruxa que foi encontrado pelos cientistas – completo e com evidências de glândulas produtoras de muco – foi datado com mais de 300 milhões de anos.
Um myxini possui cerca de 100 dessas glândulas de produção de muco que estão localizadas ao longo do seu corpo. Elas dispersam uma substância leitosa, composta de substância viscosa e fibras.
Quando a substância leitosa se mistura com a água do mar, ela se expande, criando grandes quantidades de um muco translúcido, composto por fibras extremamente fortes e elásticas. Essas fibras, quando esticadas na água e, logo em seguida, secadas, se tornam sedosas.
Roupas esportivas ou coletes de proteção – As maiores espécies de myxini podem chegar a até 1,2 metro, mas a maioria chega a apenas 30 centímetros. Mesmo com o pequeno tamanho, apenas um peixe-bruxa possui centenas de quilômetros de filamentos de muco dentro de seu superprotegido corpo.
Cientistas acreditam que o muco do myxini – ou ainda outras proteínas similares a esta substância viscosa – pode ser transformado em roupas esportivas ou, ainda, em coletes de proteção contra armas.
Durante anos, cientistas têm tentado encontrar alternativas para substituir fibras sintéticas como o nylon, lycra ou o spandex, que são produzidos a partir do petróleo – uma substância de fonte não-renovável.
O muco de peixe-bruxa teria assim potencial para gerar uma fonte natural e renovável para produzir tecidos.
Mas, primeiro, os especialistas precisam descobrir como aumentar a produção do muco dos myxini. Os especialistas afirmam que esse processo seria improvável em fazendas para produção de peixes-bruxa, pois a espécie parece não se reproduzir bem em condições de cativeiro.
“Sabemos muito pouco sobre a reprodução do peixe-bruxa e ninguém até agora conseguiu gerar um único myxini em cativeiro, por mais incrível que isso pareça”, explica Douglas Fudge, que lidera o projeto de pesquisa Guelph. “Neste momento, nós literalmente não poderíamos ter fazendas para produzir peixes-bruxa da mesma forma como podemos fazer com vacas e frangos ou qualquer outro animal domesticado”.
Proteínas – Em vez disso, cientistas esperam reproduzir artificialmente as proteínas que são encontradas no muco do peixe-bruxa em laboratório.
Este é o mesmo método que os cientistas utilizaram com a seda de aranha. No entanto, por conta das fibras das proteínas da seda da aranha serem muito grandes, isso seria extremamente complexo (seria como tentar extrair as mesmas proteínas de uma cabra transgênica).
No caso do muco do peixe-bruxa, há ainda muitas qualidades similares ao da seda de aranha, mas com uma grande vantagem, afirma Fudge. As proteínas extraídas do myxine são muito menores e, em teoria, seriam mais fáceis de replicar.
Ninguém conseguiu produzir sequer um carretel com os fios extraídos da proteína do muco do peixe-bruxa, mas diversos cientistas estão trabalhando para que isso aconteça.
“Estou tentando retirar com pinças as fibras como se estivesse puxando isso pra cima”, explica a professora Atsuko Megishi, do projeto Guelph, na mesma hora em que tenta puxar o que mais se parece com a nata formada numa caneca de leite quente.
Essa “nata” com a qual os cientistas trabalham é como se fosse uma membrana muito fina formada pela proteína extraída do muco do peixe-bruxa. Quando a membrana é destruída, pequenas fibras são formadas. Assim, os cientistas conseguem as puxá-las com as pontas dos dedos.
Outros membros do projeto Guelph estão ainda tentando outro método. Eles utilizam uma bactéria geneticamente modificada que pode extrair as fibras ao longo de todo o corpo do peixe.
Se os cientistas tiverem sucesso na extração dessa nova fibra, eles poderão trabalhar com a indústria têxtil para levar novos produtos ao mercado.
Mas ainda têm o desafio de criar uma nova marca. “Peixe-bruxa – isso provavelmente assustaria os consumidores! Sem falar (no termo) substância viscosa”, brinca Tim Winegard.

Mas talvez esse antigo muco das profundezas do oceano possa ser transformado na camisa que você veste.

 (Fonte: G1)

(Foto: Internet)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Produção de 1 kg carne no Brasil produz tanto CO2 como 1,6 mil km de carro


A produção de um quilo de carne bovina no Brasil pressupõe o gasto de 335 quilos de dióxido de carbono (CO2), exatamente a mesma quantidade consumida em uma viagem de 1,6 mil quilômetros em um automóvel europeu médio.
Especialistas da Áustria e Holanda chegaram a essa conclusão em um recente estudo, cujos resultados foram divulgados nesta quinta-feira pela agência “APA”.
No caso da carne de vaca produzida nos Países Baixos, um quilo equivale a 111 quilômetros de automóvel, pois nas duas situações o CO2 emitido é de 22 quilogramas.
Kurt Schmidinger, da Universidade de Viena, e Elke Stehfest, da agência “PBL Netherlands Environmental Assessment Agency”, desenvolveram um sistema especial para fazer estabelecer o custo climático dos alimentos.
A maior inovação nestes cálculos é que, além das emissões na produção dos alimentos, o estudo também contabiliza a superfície do pasto para os animais, um fator ignorado até agora, apesar de ser considerado central para a mudança climática.
A razão é que os gramados de grandes superfícies impedem o desenvolvimento de florestas e plantas naturais, que por sua vez atuam absorvendo CO2 da atmosfera, o que combate o efeito estufa.
Segundo os especialistas, a produção de alimentos vegetais é a menos nociva para o meio ambiente.
 (Fonte: Portal Terra)
(Foto: Internet)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

3º Conferência Estadual do Meio Ambiente acontece entre os dias 1 e 3 de março

Semarh realiza Conferência Estadual de Meio Ambiente nesta quinta-feira
http://www.semarh.goias.gov.br/site/principal/index.php?page=noticias&vali=f9545e884676a640ef6a9446c12c81ef&id=1216



A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos realiza a partir desta quinta-feira, entre os dias 1º, 2 e 3 de março, a 3ª Conferência Estadual de Meio Ambiente. No primeiro dia de evento, o cadastramento será às 17 horas e a abertura às 20 horas, no Salão Lago Azul, no Centro de Convenções. Nos dias 2 e 3, as discussões acontecem das 8h às 18h, no Hotel Serras de Goyaz, no Centro, em Goiânia. Este é o maior debate sobre Meio Ambiente realizado no Estado de Goiás.

Desde outubro do ano passado, a Secretaria realizou onze etapas regionais em diferentes locais do Estado como forma de preparação para esta Conferência Estadual de Meio Ambiente. Os participantes discutiram diversos assuntos como, por exemplo, sobre as bacias hidrográficas e a gestão de recursos hídricos e também debarem sobre a temática Cerrado Rio + 20: Economia Verde no Contexto do Desenvolvimento Sustentável e da Erradiação da Pobreza.

Mais informações: (62) 3201-5196
http://www.semarh.goias.gov.br/site/principal/index.php?page=noticias&vali=f9545e884676a640ef6a9446c12c81ef&id=1216

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

ECOLOGIA AGORA É MODA




 Ecologia deixou de ser um assunto restrito a
entusiastas e cientistas. O tema muitas vezes
visto como árduo, no passado, agora ocupa as
manchetes de jornais e, até, as colunas sociais.

O que era chato ficou chique. Empresas,
mídia, governos, bancos, astros de Hollywood
e do Brasil passaram a discutir – com urgência –
como fazer para salvar o homem do aquecimento
global e melhorar a qualidade de vida na Terra.
A noção de sustentabilidade – desenvolvimento que
não compromete o futuro – começa a ganhar as ruas.

Goiânia tem o maior índice de área verde por habitante do Brasil e o segundo no mundo.
Goiânia dispõe de um bom número de parques municipais, entre eles o Flamboyant, o Vaca Brava, o Jardim Zoológico Lago das Rosas, o Areião, Bosque Botafogo, Jardim Botânico e o Bosque dos Buritis e  o parque Cascavél.

Mas os goianienses estão respirando fumaça, sobretudo proveniente dos escapamentos de automóveis. Estudos de universidades e outros realizados por órgãos ambientais apontam para a presença elevada de partículas poluidoras no ar da capital. Teste de medição de gases emitidos por automóveis, feito pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), resultou na reprovação de 55% da frota de Goiânia. A pedido do POPULAR, a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) mediu na última sexta-feira a quantidade de fuligem emitida por ônibus do Eixo Anhanguera. Foi reprovada 20% da frota.
ONIBUS HÍBRIDO
Já é hora de pelo menos o Eixo Anhanguera ter o sistema de transporte coletivo através de onibus elétricos, a exemplo de outros países que já tem este tipo de transporte, dessa maneira diminuiria bastante a poluição no centro da cidade. E para diminuir o consumo de energia elétrica, colocaria a iluminação do Eixo Anhanguera à energia solar. Desta forma, Goiânia estaria amenizando o impacto sobre o ambiente e tornaria  a convivência social cada vez mais civilizada.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Novo código coloca ambientalistas na ilegalidade, diz Marina



 A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou que o novo Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados coloca os ambientalistas na ilegalidade.
Ela disse que o governo federal deve trabalhar para organizar sua base e impedir as mudanças, que considera prejudiciais, no Senado.
"A partir da aprovação do relatório do deputado Aldo Rebelo, não me perguntem como iremos agir. Todos nós estaremos na ilegalidade. Estaremos contra o Estado se quisermos preservar as nascentes, os topos dos morros, as margens do rio, as unidades de conservação", disse a verde, na Câmara dos Vereadores do Rio.
Marina afirmou que o país vive "o pior retrocesso da história do movimento socioambiental". "Durante todos esses anos, em que pese as dificuldades, nós tínhamos a lei no nosso lado. [Se confirmada a mudança] Nós não teremos mais a lei em nosso favor. Eles podem transformar o ilegal em legal", disse ela.

Fonte: Folha.com  

Festival de Cinema Ambiental


Fonte: O Globo, terça-feira  7 de junho de 2011, página 8

terça-feira, 19 de abril de 2011

Falta de reciclagem causa prejuízos de R$ 8 bilhões ao ano




O Brasil perde R$ 8 bilhões ao ano por não reciclar seu lixo. A informação é do secretário de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa, e foi dada durante seminário na Câmara Legislativa do Distrito Federal na manhã desta terça-feira (12). 

Segundo o secretário, esta seria a economia se o país reciclasse todos os materiais passíveis de serem reaproveitados. A quantia é suficiente para construir 1,5 milhão de casas populares a cada ano. 

O déficit habitacional do país é de cerca de 6 milhões de moradias, de acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). Ou seja, se o volume de recursos fosse direcionado para a construção de moradias, seria possível zerar o déficit habitacional do Brasil em quatro anos.

O coordenador do programa Educação para Sociedades Sustentáveis da organização não governamental ambientalista WWF-Brasil, Fábio Cidrin, avalia que o prejuízo só não é maior por conta do trabalho histórico dos catadores de materiais recicláveis. “Estima-se que entre 800 mil e 1 milhão de brasileiros catadores realizam o trabalho que permite ao Brasil ter os altos índices de reciclagem que apresenta”, disse. O Brasil é, por exemplo, recordista mundial na reciclagem de latas de alumínio, reaproveitando mais de 95% do total. 

O WWF-Brasil desenvolve, em parceria com a Fundação Banco do Brasil e com o Banco do Brasil, programa concebido pelo BB envolvendo um conjunto de ações relacionadas a consumo consciente e reciclagem total de resíduos em cinco cidades piloto: Belo Horizonte (MG), Caxias do Sul (RS), Natal (RN), Pirenópolis (GO) e Rio Branco (AC). 

Nestas cidades, as organizações parceiras vão estimular a mudança de comportamento e valores em relação à produção e destino dos resíduos sólidos e disseminar os princípios do consumo consciente. 

As ações a serem implementadas nas cidades-piloto vão permitir que os modelos desenvolvidos possam ser replicados nos demais municípios brasileiros, ajudando a diminuir a quantidade de resíduos que vai para os lixões – e diminuindo os prejuízos que o país acumula por não reciclar. 

A parceria também inclui a Agência Nacional de Águas (ANA), em ações desenvolvidas em 14 microbacias hidrográficas, incentivando a agricultura sustentável por meio da adoção de práticas voltadas à melhoria da qualidade das águas e à ampliação da cobertura da vegetação natural. 

A iniciativa prevê, ainda, a realização de estudos para aperfeiçoar os critérios socioambientais utilizados nos processos de financiamento e investimento do Banco do Brasil, contribuindo para a redução de risco e impactos socioambientais. E ações para aprimorar os modelos de negócios voltados ao desenvolvimento regional sustentável e ampliar o portfólio de produtos e serviços financeiros com contribuição socioambiental do BB.

O seminário realizado nesta terça-feira, com o objetivo de discutir desafios e oportunidades da Política Nacional de Resíduos Sólidos, foi organizado pela Frente Parlamentar Ambientalista da Câmara Legislativa.
Fonte:WWF Brasil

quinta-feira, 10 de março de 2011

XIII FICA de 14 a 19 de junho de 2011, na Cidade de Goiás

XIII FICA - FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E VÍDIO AMBIENTAL


REGULAMENTO:
Português |  English |  Español | Français


REGULAMENTO              
I -  DA DATA E LOCAL
Art. 1º - O XIII FICA—Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental se realizará na Cidade de Goiás, Estado de Goiás, Brasil, no período de 14 a 19 de junho de 2011.
II - DA FINALIDADE
Art. 2º - O XIII FICA tem a finalidade de divulgar, exibir e premiar obras audiovisuais de curta (até 29 minutos), média (de 30 minutos até 59 minutos) e longas-metragens (filmes com mais de 60 minutos), nos gêneros ficção, animação ou documental, com temática ambiental, produzidas em qualquer parte do mundo, além de promover ações de difusão, produção, formação e capacitação na área de audiovisual.
III - DA INSCRIÇÃO
Art. 3º - Estão aptos a se inscreverem filmes cinematográficos (35mm e 16mm), vídeos (todos os formatos) e séries televisivas, com temática ambiental, realizados a partir de 1º de janeiro de 2009.
Art. 4º - As inscrições estarão abertas no período de 10 de março, a partir das 09h00, a 31 de março, até as 18h00, de 2011 através de preenchimento de formulário próprio à disposição dos interessados no sítio www.fica.art.br.
Parágrafo Primeiro - O produtor ou realizador deverá enviar o formulário devidamente preenchido e assinado para a organização XIII FICA, e deve  apresentar em anexo obrigatoriamente os seguintes itens:
I – ficha técnica e sinopse;
II – 2 cópias em DVD multirregião do filme / vídeo para seleção;
III - lista de diálogos na língua original, e em português ou inglês.
Parágrafo 2º - Esse material deverá ser enviado pelos Correios ou pelo Correio Porta a Porta contendo a informação no pacote: “Filme cinematográfica para festival XIII FICA, sem valor comercial, e número  da  ficha de inscrição ”, para o seguinte endereço:
XIII FICA - FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E VÍDEO AMBIENTAL, Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (AGEPEL) Praça Cívica, nº 2, Centro, CEP 74003-010, Goiânia-GO – Brasil.
Parágrafo 3º - No caso de inscrição de série televisiva, o concorrente deverá enviar no máximo 5 (cinco) capítulos da série para a seleção. Contudo, a organização definirá quantos e quais capítulos das obras selecionadas serão exibidos na mostra competitiva.
Art. 5º - O material enviado para a seleção (DVD) não será devolvido, passando a fazer parte do acervo da AGEPEL - FICA .
Parágrafo Único - Os DVDs do acervo do FICA poderão, a critério dos organizadores, ser utilizados em mostras culturais e ambientais realizadas pela AGEPEL e mediante a devida autorização dos produtores, sempre sem fins lucrativos.
Art. 6º - Os produtores/realizadores das obras selecionadas serão informados da seleção até dia 03 de maio de 2011, sendo esse prazo prorrogável a critério da organização do XIII FICA.
Art. 7º - As obras selecionadas no formato 35mm, 16mm (devem ser acompanhadas de uma cópia em Dvcam). As obras no formato Dvcam (devem ser acompanhadas de cópia extra em mesmo formato). Ambas deverão estar na sede do XIII FICA, até o prazo final de 20 de maio de 2011, as 18h00.
Parágrafo Único: O FICA não se responsabilizará pelas despesas com alfândega e/ou transporte dos filmes.
IV - DA SELEÇÃO
Art. 8º - Um Júri de Seleção, indicado pelos organizadores, selecionará, dentre as obras inscritas aquelas que participarão da mostra competitiva, tendo total autonomia para desclassificar as obras que não se enquadrarem nos critérios de seleção do XIII FICA ou não atenderem às exigências do presente regulamento.
Parágrafo Único - É vedada a participação no Júri de Seleção, no Júri de Premiação ou nas estruturas de organização do XIII FICA de pessoas físicas ou jurídicas que mantenham qualquer vínculo com produções inscritas no Festival.
Art. 9º - A organização do XIII FICA se responsabilizará pela guarda e conservação das obras recebidas e, em caso de dano ou perda, o ressarcimento nunca poderá superar o preço de custo da cópia atingida.
V - DA PREMIAÇÃO (*)
Art. 10 - O Júri de Premiação será constituído de 7 (sete) membros de destacada atuação audiovisual ou ambiental e coordenado por um presidente, responsável pelas atas de reuniões, sendo as decisões soberanas e irrecorríveis.
Art. 11 - O Júri de Premiação concederá os seguintes prêmios oficiais (*):
I. Grande prêmio CORA CORALINA para o maior destaque entre as obras apresentadas, constituído de um troféu e de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais);
II. Troféu CARMO BERNARDES e mais R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais) para o melhor longa-metragem;
III. Troféu JESCO VON PUTKAMER e mais R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para o melhor média-metragem;
IV. Troféu ACARI PASSOS e mais R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para o melhor curta-metragem;
V. Troféu JOSÉ PETRILLO para a melhor produção goiana e R$ 40.000,00
VI. Troféu JOÃO BÊNNIO para a melhor produção goiana e R$ 40.000,00 (quarenta mil reais);
VII. Prêmio BERNARDO ÉLIS e mais R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para a melhor série ambiental para tevê.
Parágrafo Primeiro - Incidirá sobre os valores dos prêmios a retenção de Imposto de Renda na Fonte (IRRF), conforme legislação brasileira específica.
Parágrafo Segundo - A organização do XIII FICA concederá o troféu LUIZ GONZAGA SOARES para o trabalho escolhido pelo Júri Popular, em votação secreta por um colégio eleitoral formado pela platéia do Cinema montado  no Ginásio de Esportes do Colégio Alcide Jubé (“Cinemão”). Nesta edição do FICA o trabalho escolhido pelo Júri Popular também receberá uma premiação em dinheiro no valor R$ 10.000,00 (dez mil reais).
Parágrafo Terceiro - Serão admitidos outros prêmios e outras menções honrosas oferecidos por instituições nacionais ou internacionais, desde que previamente aprovados pela organização do Festival, sendo a sua escolha, entrega, pagamento de impostos, tributos e demais encargos de responsabilidade das instituições que os propuserem.
Parágrafo Quarto - Entende-se por produção goiana, para efeito da premiação dos itens V e VI do Art. 11, trabalhos executados por produtores, pessoa física ou jurídica, radicados e residentes no Estado de Goiás em tempo igual ou superior a dois anos. Para tanto, a organização do Festival providenciará, de acordo com os termos deste parágrafo, o credenciamento, entre as obras selecionadas para a competição oficial, daquelas que concorrem aos prêmios de “melhor produção goiana”. Os interessados apresentarão, no ato da inscrição, documentos que comprovem residência e domicílio no Estado de Goiás.
VI - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS
Art. 12 - A organização do Festival reserva-se o direito de exibição, sem ônus, em cinema e televisão, de extrato da obra selecionada, para efeito de divulgação do Festival.
Art. 13 - As obras selecionadas poderão ser exibidas, em um prazo igual ou inferior a 90 (noventa) dias, em salas de cinema e/ou em redes de tevê abertas ou fechadas, em sessões não comerciais, salvo restrição expressa de seu realizador/produtor.
Parágrafo Único - Após 90 dias e mediante autorização expressa dos produtores, a AGEPEL – FICA poderá utilizar os DVDs do acervo em mostras culturais e ambientais, sempre sem fins lucrativos.
Art. 14 - A assinatura do realizador/produtor na ficha de inscrição implica na aceitação plena deste regulamento.
Parágrafo Único - O presente regulamento está redigido em português, espanhol, inglês e francês e, em caso de dúvida, prevalece a interpretação em português.
Art. 15 - Os casos omissos neste regulamento serão dirimidos pela organização do XIII FICA em reunião coordenada pelo presidente da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (AGEPEL), sendo a decisão irrevogável.
GILVANE FELIPE 
 PRESIDENTE DA AGEPEL