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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Noruega anuncia que deve cortar pela metade repasse ao Fundo Amazônia



O governo da Noruega anunciou nesta quinta-feira (22) que deve cortar pela metade o repasse ao Fundo Amazônia previsto para o ano que vem, de acordo com informações do Jornal Nacional. Serão R$ 200 milhões a menos para a proteção da floresta brasileira.
O país nórdico já investiu quase R$ 3 bilhões em projetos de preservação e proteção de povos indígenas e da Amazônia – o Brasil recebia o equivalente a R$ 400 milhões por ano. Mas, há cerca de três anos, os índices de desmatamento passaram a aumentar e os noruegueses começaram a questionar as políticas de conservação.
Vidar Helgesen, ministro de Clima e Meio Ambiente da Noruega, disse que o valor exato do corte só vai ser definido no final deste ano.
“De acordo com as regras que foram desenhadas pelas próprias autoridades brasileiras, se o desmatamento aumenta, haverá menos dinheiro saindo da Noruega”, disse. “Se o desmatamento diminuir, o dinheiro volta”, ele garantiu.
Depois de passar a tarde reunido com Helgensen, Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente do Brasil, culpou o governo de Dilma Rousseff e disse que não pode garantir a preservação. “Só Deus pode garantir isso, mas eu posso garantir que todas as medidas foram tomadas”, disse Sarney.
Em nota, a assessoria do Ministério do Meio Ambiente confirmou que ocorreu uma reunião bilateral entre os ministros brasileiros e norueguês em Oslo, mas afirmou que não foi anunciado qualquer corte de recursos. Além disso, informou que o Ministério do Meio Ambiente do Brasil não recebeu, até momento, qualquer comunicado oficial sobre o assunto.
(Fonte: G1)
(Foto: Internet)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Mundo perde, ao ano, uma Itália em áreas cultivadas, afirma ONU



A cada ano são perdidas no mundo 30 milhões de hectares cultivados, o equivalente à superfície da Itália, devido à 
degradação ambiental, à industrialização e à urbanização, disse nesta quinta-feira (21) um especialista da ONU.
“Esta tendência tem consequências dramáticas para milhões de agricultores, pescadores e povos indígenas”, assegurou Olivier de Schutter, enviado especial das Nações Unidas sobre o direito à alimentação, ao apresentar seu relatório à Assembleia Geral.
“Hoje, 500 milhões de pequenos agricultores sofrem de fome porque seu direito à terra é atacado”, disse.
“Enquanto as populações rurais aumentam e a competição com as grandes entidades industriais cresce, as parcelas cultivadas pelos pequenos exploradores diminuem ano a ano. Os agricultores são frequentemente deslocados a solos áridos, montanhosos ou sem irrigação”, acrescentou.
O relatório destaca que a combinação entre a degradação ambiental, a urbanização e as compras de grandes terrenos por investidores estrangeiros é “um coquetel explosivo”. (Fonte: G1)