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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Trump está decidido a retirar EUA do Acordo de Paris, diz imprensa americana.



O presidente americano Donald Trump está decidido a retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, segundo a imprensa americana. A informação foi passada por duas fontes anônimas com conhecimento direto da decisão ao site de notícias Axios e foi confirmada por vários veículos, entre eles CNN, CBS, Fox e “The New York Times”.

A Casa Branca ainda não confirmou a decisão oficialmente. Depois de a notícia ganhar repercussão na manhã desta quarta-feira (31), Trump publicou, em sua conta no Twitter, que pretende anunciar sua decisão sobre o Acordo de Paris “nos próximos dias”.

Durante sua campanha eleitoral, Trump criticou duramente o Acordo de Paris e questionou a mudança climática, um fenômeno que chegou a qualificar de “invenção” dos chineses. Desde que foi eleito, decidiu iniciar um processo para revisar se os Estados Unidos continuariam fazendo parte do pacto.

O acordo busca uma mudança de modelo de desenvolvimento, livre de combustíveis fósseis, e foi assinado por seu predecessor Barack Obama. O pacto determina que seus 195 países signatários ajam para que temperatura média do planeta sofra uma elevação “muito abaixo de 2°C”, mas “reunindo esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C”.

Já Trump acredita que as leis ambientais afogam o crescimento econômico e são responsáveis pela perda de empregos no país. Segundo a Casa Branca, Trump queria escutar os parceiros do G7, o grupo das sete democracias mais industrializadas do mundo, antes de tomar uma decisão a respeito.

Apesar da pressão exercida pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e da chanceler alemã, Angela Merkel, a declaração final da cúpula do G7 reconheceu que os Estados Unidos “não estão em posição de alcançar um consenso” sobre a luta contra a mudança climática.

Os membros do G7, com exceção dos EUA, reiteraram nessa declaração o compromisso de implementar “rapidamente” o Acordo de Paris.
(Fonte: G1)
(Foto: Internet)

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Merkel classifica discussão sobre clima no G7 como “muito insatisfatória"

A chanceler alemã, Angela Merkel, qualificou no sábado como “muito insatisfatória” a discussão sobre o acordo contra a mudança climática feita ao longo da Cúpula do G7 na cidade italiana de Taormina.
“Foi muito difícil e muito insatisfatória a discussão geral sobre o tema do clima”, avaliou Merkel em declarações à imprensa ao final do encontro, no qual todos os participantes, exceto os Estados Unidos, reiteraram o compromisso de implementar “rapidamente” o Acordo do Clima de Paris.
“Isso significa que por enquanto não há nenhum sinal de que os Estados Unidos permanecerão no Acordo de Paris ou não. O fato de não ter sido possível conseguir avanços aqui é naturalmente uma situação na qual temos que dizer que um acordo internacional importante simplesmente não recebe apoio. Este não é um acordo qualquer. É um acordo básico para dar forma à globalização”, lamentou Merkel.
De acordo com a chanceler, a sessão de sábado do G7 começou com uma reunião prévia com representantes de cinco países africanos, encontro que considerou “muito positivo”.
“Os países africanos deixaram muito claro que a mudança climática é de uma importância essencial para eles, assim como também o financiamento. E quando pensamos nos pequenos Estados-ilha cuja existência depende disso percebemos a importância do acordo sobre o clima. Ainda não tivemos uma posição comum aqui, mas deixamos muito claro que não abdicamos das nossas posições”, insistiu Merkel.
Segundo a declaração final do G7, os chefes de Estado e governo de Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido e os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu disseram entender que Washington não está em condições de se juntar à iniciativa no momento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que “na próxima semana” decidirá se o país deve continuar fazendo parte do Acordo Climático de Paris.
(Fonte: Terra)
(Foto: Internet)

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Dez estados dos EUA pedem a Trump para retirar país do Acordo de Paris


 Foto: Internet

Uma coalizão de dez estados pediu nesta quarta-feira ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se retire do Acordo de Paris contra a Mudança Climática, um dos legados diplomáticos do ex-presidente Barack Obama.
“A saída do Acordo de Paris é um passo importante e necessário para reverter as políticas energéticas que destroem o emprego e o excesso ilegal da era de Obama”, indicou em comunicado o procurador-geral do Texas, um dos estados da coalizão, o republicano Ken Paxton, sobre a carta que foi enviada a Trump.
O presidente disse que tomará uma rápida decisão sobre o assunto.
Paxton assinou o documento junto com os procuradores-gerais de Alabama, Arkansas, Kansas, Louisiana, Missouri, Nebraska, Carolina do Sul, Virgínia Ocidental e Wisconsin. Dos dez estados, apenas dois, Louisiana e Virgínia Ocidental, são governados por democratas.
Para que o Acordo de Paris entre em vigor, é preciso que pelo menos 55 países, que somem 55% das emissões globais de poluentes, completem o processo de ratificação.
China e EUA, os dois países mais poluidores do mundo, são responsáveis por cerca de 40% das emissões globais e anunciaram de maneira conjunta a ratificação do acordo no início de setembro.
Os signatários da carta a Trump afirmam que o chamado Plano de Energia Limpa, criado por Obama, era o eixo da participação dos EUA no Acordo de Paris. Como o atual presidente americano quer revogar as medidas de seu antecessor, não faz sentido seguir no pacto contra a mudança climática assinado na capital francesa.
Trump assinou no fim de março uma ordem executiva que prevê a independência energética dos EUA e a criação de empregos, particularmente na indústria do carvão, às custas de começar a desmantelar o legado contra a mudança climática de Obama.
Um ponto essencial da ordem executiva de Trump é o que elimina o requisito que as agências do governo federal considerem o pacto para a mudança climática para tomar decisões.
O decreto de Trump também determina uma revisão das diretrizes do Plano de Energia Limpa de Obama, lançado em 2015, com o objetivo de que os EUA reduzam as emissões de carbono das centrais elétricas em 32% em relação aos níveis de 2005. (Fonte: Terra)