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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Remédio é aprovado para câncer, não importa onde ele se localiza



Os médicos sempre falam de um futuro onde o câncer será tratado de acordo com características moleculares, e não por causa do local em que surgiu. Eis que, na semana passada, uma notícia tornou esse futuro uma realidade, o que abre as portas para uma Oncologia ainda mais personalizada e efetiva.
A FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora americana, aprovou pela primeira vez na história um medicamento com base em alterações biológicas do tumor. Isso significa que, desde que a doença apresente essa particularidade — já falaremos dela —, pode receber a droga, independentemente se está na mama, no intestino, no pâncreas, na pele.
“Todas as indicações anteriores se baseavam no órgão afetado. A revolução está no fato de que um aspecto molecular do câncer, descoberto com exames relativamente simples, foi priorizado”, contextualiza o médico Jacques Tabacof, coordenador geral da Oncologia Clínica e da Hematologia do Centro de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.
Na prática, a medicação — chamada de pembrolizumabe, da farmacêutica MSD — poderá ser empregada em quaisquer tipos de tumor avançado que não respondam aos tratamentos convencionais. Isso, claro, desde que a doença possua a tal alteração, presente em 5% de todos pacientes. Ainda é pouca gente, mas a perspectiva de termos mais armas que atuam em várias frentes é certamente positiva aos pacientes, principalmente entre os que, hoje, têm um arsenal exíguo à disposição.
Outra coisa: o Brasil ainda não aprovou o pembrolizumabe para esse fim. Por aqui, ele só é empregado contra o melanoma, uma versão especialmente agressiva de câncer de pele. Nos Estados Unidos, mesmo antes dessa novidade, o princípio ativo já vinha sendo usado contra linfoma de Hodgkin e nódulos no pulmão.
Por dentro do câncer… e da aprovação – A tal característica molecular que define o uso ou não do remédio se chama instabilidade de microssatélite. Não fique com medo do nome complicado: “Trata-se de uma alteração na célula que dificulta reparos no nosso DNA”, explica Tabacof, que também atua no Centro Paulista de Oncologia (CPO). Com isso, uma mutação perigosa que normalmente seria consertada segue incólume e pode originar um câncer.
Acontece que essa particularidade torna a moléstia, digamos, mais vulnerável à ação do pembrolizumabe, um medicamento pertencente ao grupo da imunoterapia. O remédio, na verdade, estimula as células de defesa do próprio organismo a identificarem o câncer e o atacarem.
“Embora tenha chamado a atenção ultimamente, a droga não é a única a seguir esse princípio. É possível que, no futuro próximo, outras farmacêuticas busquem aprovações similares com seus imunoterápicos”, raciocina Tabacof. Seguindo essa lógica, talvez nos próximos anos mais fármacos sejam liberados para atuar em diversos tipos de câncer. Entendeu quão relevante é a decisão da FDA?!
Segundo estudos que garantiram a aprovação, quase 40% dos voluntários envolvidos observaram uma melhora objetiva ao tomar pembrolizumabe — isso mesmo após outros tratamentos terem fracassado. Do pessoal que apresentou uma evolução no quadro, 78% mantiveram os benefícios por seis meses ou mais.
Ainda assim, é importante dizer que a liberação da agência americana foi tomada com base em pesquisas preliminares. Em outras palavras, os resultados foram considerados promissores ao ponto de sustentarem a comercialização do pembrolizumabe para esse fim — mesmo sem levantamentos maiores e mais abrangentes. Novos trabalhos irão delinear com maior clareza o potencial real do princípio ativo da MSD.
De qualquer maneira, a aprovação de uma medicação que prioriza mutações no câncer em vez do órgão afetado já balançou os alicerces da Oncologia. Resta quantificar qual a real magnitude dessa quebra de paradigma para os pacientes. 

(Fonte: Revista Saúde)
(Foto: Internet)

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Merkel classifica discussão sobre clima no G7 como “muito insatisfatória"

A chanceler alemã, Angela Merkel, qualificou no sábado como “muito insatisfatória” a discussão sobre o acordo contra a mudança climática feita ao longo da Cúpula do G7 na cidade italiana de Taormina.
“Foi muito difícil e muito insatisfatória a discussão geral sobre o tema do clima”, avaliou Merkel em declarações à imprensa ao final do encontro, no qual todos os participantes, exceto os Estados Unidos, reiteraram o compromisso de implementar “rapidamente” o Acordo do Clima de Paris.
“Isso significa que por enquanto não há nenhum sinal de que os Estados Unidos permanecerão no Acordo de Paris ou não. O fato de não ter sido possível conseguir avanços aqui é naturalmente uma situação na qual temos que dizer que um acordo internacional importante simplesmente não recebe apoio. Este não é um acordo qualquer. É um acordo básico para dar forma à globalização”, lamentou Merkel.
De acordo com a chanceler, a sessão de sábado do G7 começou com uma reunião prévia com representantes de cinco países africanos, encontro que considerou “muito positivo”.
“Os países africanos deixaram muito claro que a mudança climática é de uma importância essencial para eles, assim como também o financiamento. E quando pensamos nos pequenos Estados-ilha cuja existência depende disso percebemos a importância do acordo sobre o clima. Ainda não tivemos uma posição comum aqui, mas deixamos muito claro que não abdicamos das nossas posições”, insistiu Merkel.
Segundo a declaração final do G7, os chefes de Estado e governo de Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido e os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu disseram entender que Washington não está em condições de se juntar à iniciativa no momento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que “na próxima semana” decidirá se o país deve continuar fazendo parte do Acordo Climático de Paris.
(Fonte: Terra)
(Foto: Internet)

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Dez estados dos EUA pedem a Trump para retirar país do Acordo de Paris


 Foto: Internet

Uma coalizão de dez estados pediu nesta quarta-feira ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se retire do Acordo de Paris contra a Mudança Climática, um dos legados diplomáticos do ex-presidente Barack Obama.
“A saída do Acordo de Paris é um passo importante e necessário para reverter as políticas energéticas que destroem o emprego e o excesso ilegal da era de Obama”, indicou em comunicado o procurador-geral do Texas, um dos estados da coalizão, o republicano Ken Paxton, sobre a carta que foi enviada a Trump.
O presidente disse que tomará uma rápida decisão sobre o assunto.
Paxton assinou o documento junto com os procuradores-gerais de Alabama, Arkansas, Kansas, Louisiana, Missouri, Nebraska, Carolina do Sul, Virgínia Ocidental e Wisconsin. Dos dez estados, apenas dois, Louisiana e Virgínia Ocidental, são governados por democratas.
Para que o Acordo de Paris entre em vigor, é preciso que pelo menos 55 países, que somem 55% das emissões globais de poluentes, completem o processo de ratificação.
China e EUA, os dois países mais poluidores do mundo, são responsáveis por cerca de 40% das emissões globais e anunciaram de maneira conjunta a ratificação do acordo no início de setembro.
Os signatários da carta a Trump afirmam que o chamado Plano de Energia Limpa, criado por Obama, era o eixo da participação dos EUA no Acordo de Paris. Como o atual presidente americano quer revogar as medidas de seu antecessor, não faz sentido seguir no pacto contra a mudança climática assinado na capital francesa.
Trump assinou no fim de março uma ordem executiva que prevê a independência energética dos EUA e a criação de empregos, particularmente na indústria do carvão, às custas de começar a desmantelar o legado contra a mudança climática de Obama.
Um ponto essencial da ordem executiva de Trump é o que elimina o requisito que as agências do governo federal considerem o pacto para a mudança climática para tomar decisões.
O decreto de Trump também determina uma revisão das diretrizes do Plano de Energia Limpa de Obama, lançado em 2015, com o objetivo de que os EUA reduzam as emissões de carbono das centrais elétricas em 32% em relação aos níveis de 2005. (Fonte: Terra)