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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Geração de lixo em 2010 foi seis vezes superior ao crescimento da população



O Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2010, quantia 6,8% superior ao registrado em 2009 e seis vezes superior ao índice de crescimento populacional urbano apurado no mesmo período.
Os dados, divulgados nesta terça-feira (26), são do Panorama dos Resíduos Sólidos, estudo feito pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). O levantamento aponta que a média de lixo gerado por pessoa no país foi de 378 quilos (kg), montante 5,3% superior ao de 2009 (359 kg).
Mesmo com o aumento da geração de resíduos, o crescimento da coleta de lixo apresentou crescimento expressivo, superior à geração. Em 2010, das 60,8 milhões de toneladas geradas, 54,1 milhões de toneladas foram coletadas, quantidade 7,7% superior à de 2009.
O levantamento identifica ainda uma melhora na destinação final dos resíduos sólidos urbanos: 57,6% do total coletado tiveram destinação adequada, sendo encaminhados a aterros sanitários, ante um índice de 56,8% no ano de 2009.
Mesmo assim, a quantidade de resíduos encaminhados a lixões ainda permanece alta. “Quase 23 milhões de toneladas de resíduos seguiram para os lixões, em comparação a 21 milhões de toneladas em 2009”, afirmou o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho.
Em relação à reciclagem, o estudo mostra tendência de crescimento, mas em ritmo menor ao da geração de lixo. Em 2010, 57,6% dos municípios brasileiros afirmaram ter iniciativas de coleta seletiva, ante 56,6% em 2009. “É importante considerar que, em muitos casos, as iniciativas resumem-se à disponibilização de pontos de entrega voluntária”, ressaltou o diretor. 
(Fonte: Bruno Bocchini/ Agência Brasil)

terça-feira, 15 de março de 2011

Catadores do lixão de Gramacho querem que Rio amplie a coleta seletiva de lixo


Os catadores do lixão de Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, querem que a prefeitura carioca invista em projetos de conscientização para a separação do lixo reciclável e remunere as cooperativas que coletarem esses materiais nos condomínios da cidade.
É da capital fluminense que vem a maior parte do lixo descartada no lixão de Jardim Gramacho. Com o anúncio do fechamento da unidade até o fim do ano, os 2,5 mil catadores procuram uma alternativa de renda e cobram a aplicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010.
Com a capacidade esgotada, o lixão de Gramacho é um dos maiores depósitos de lixo a céu aberto do mundo. Ele recebe 17 mil toneladas resíduos sólidos por dia, sendo 9 mil toneladas da cidade do Rio de Janeiro.
Segundo o presidente da Cooperativa de Catadores do Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho, Sebastião Santos, para ampliar de 2% para 10% o percentual da coleta seletiva no município até 2014, conforme determina a nova lei, a prefeitura do Rio precisa conscientizar a população para necessidade de separar o lixo na hora da coleta.
“O Rio de Janeiro egoistamente está pensando numa solução para ele. Mas tem que se lembrar que durante 30 anos utilizou Caxias como seu único vazadouro de lixo”, disse. “É preciso que a prefeitura faça um trabalho de educação ambiental e mobilização social dos moradores, que são os maiores produtores de resíduos reciclável no estado”.
Santos lembra que a Lei de Resíduos Sólidos também determina que os governos municipais priorizem a contratação de organizações produtivas de catadores, formadas por pessoas de baixa renda, para a realização de serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Assim, os catadores de Caxias poderiam trabalhar na separação dos resíduos gerados no Rio.
As reivindicações dos catadores foram apresentadas durante reunião nesta segunda-feira (14), no Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que não contou com a presença dos representantes da prefeitura do Rio. Para o secretário estadual do Ambiente, as reivindicações dos catadores podem obrigar cidades a cumprir a lei, fechando os lixões e ampliando a coleta seletiva. “É um bom momento para o Rio, que tem fraca coleta seletiva, e [Duque] de Caxias avançarem [na questão]“, disse.
Durante a reunião, os catadores também reivindicaram projetos educacionais e de qualificação profissional para atenda pessoas de todas as faixas etárias. Eles explicaram, que nas 3 mil vagas oferecidas pelo Ministério do Trabalho no ProJovem Trabalhador, só podem se inscrever pessoas com até 29 anos de idade. “Como eu vou fazer, se tenho 32 anos?”, perguntou Santos. “Muitos catadores têm mais de 40 anos. Precisamos de projetos de qualificação elaborados para o nosso perfil”, disse.
No Inea, ainda foram oferecidas 600 vagas de operador de telemarketing para os catadores de Gramacho. No entanto, eles afirmaram não ter a escolaridade exigida para o emprego.
 (Fonte: Isabela Vieira/ Agência Brasil)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Brasileiros usam 150 bilhões de sacolas plásticas por ano

 Um levantamento inédito revelou que menos de 20% dos brasileiros levam sacolas retornáveis aos supermercados. É um dos percentuais mais baixos da América Latina.

Elas estão sempre ao nosso lado. São muito mais numerosas do que a gente e vivem muito mais tempo do que nós. Uma pesquisa feita em 200 mil domicílios de 11 países da América Latina mostra que, enquanto 77% dos bolivianos usam sacola retornável, entre os brasileiros, apenas 19% levam ao supermercado a própria sacola.

“Vou levar tudo isso de saquinho. Eu acho interessante porque eu acabo, quando eu chego em casa eu uso eles novamente, coloco lixo, essas coisas”, conta.

A pior coisa é ter em casa várias lixeirinhas, cada uma com uma sacolinha plástica que depois vão todas para outra sacola plástica maior. O melhor que se use, em vez de plástico, papel: jornal, por exemplo. É só você dobrar, fazer uma espécie de dobradura, e pode usar uma folha, duas folhas ou qualquer outro tipo de papel. É difícil, mas a gente precisa aprender a viver longe das nossas queridas sacolinhas plásticas.

Uma única sacolinha pode parecer inocente, mas o que dizer dos 150 bilhões de sacos plásticos que se usam no Brasil a cada ano? E das 100 milhões de toneladas de plástico que formam, em pleno Oceano Pacífico, uma ilha de plástico?

“O saco plástico, embora ele não seja degradável, ele é fragmentado durante o tempo. E esses pequenos fragmentos são comidos, por exemplo, pelas bactérias. Quem come as bactérias vai estar comendo plástico e o outro também até que nós estamos comendo plástico hoje. Não há dúvida nenhuma que nós estamos comendo plástico processado por bactérias, processado pelos peixes, processado por animais que estão em contato com o plástico já fragmentado”, explica Hélio Mattar, especialista do Instituto Akatur pelo Consumo Consciente. (Fonte: G1)