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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Concentração de CO2 na atmosfera bate recorde e preocupa, diz agência


 Cientistas do governo dos Estados Unidos indicaram nesta quarta-feira (6) que as concentrações globais de dióxido de carbono (CO2) atingiram um recorde de média global de 400 partes por milhão no mês de março.
Em grandes quantidades, o CO2 é um poderoso e perigoso gás-estufa, resultado das atividades humanas como a combustão de combustíveis fósseis (carvão e petróleo), e desmatamento.
“Pela primeira vez desde que medimos a concentração de dióxido de carbono na atmosfera global, a concentração mensal deste gás de efeito estufa ultrapassou 400 partes por milhão (ppm) em março de 2015″, informou a Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).
Em abril de 2014, as concentrações mensais de CO2 na atmosfera ultrapassaram 400 partes por milhão (ppm) apenas no Hemisfério Norte, atingindo o nível mais alto dos últimos 800.000 anos, ressaltou a NOAA.
Índice preocupante – Os cientistas anunciaram que o dióxido de carbono excedeu a barreira de 400 ppm (número de moléculas de gás por milhão de moléculas de ar seco) pela primeira vez no Ártico em 2012.
“Alcançar uma média de 400 partes por milhão em todo o mundo era apenas uma questão de tempo”, disse o cientista Pieter Tans, que lidera a rede global sobre os gases de efeito estufa (Global Greenhouse Gas Reference Network). “Ter alcançado os 400 ppm é um marco significativo”, alertou.
Tans indicou que as quantidades de C02 aumentaram em mais de 120 ppm desde a era pré-industrial. “Metade deste aumento foi produzido desde 1980″, disse ele.
Os cientistas asseguram que o aumento de CO2 por milhão produz, entre outras coisas, o aumento das temperaturas na Terra e uma desordem climática.
(Fonte: G1)
(Foto: Internet)

segunda-feira, 6 de abril de 2015

A Terra se tornou mais "verde" na última década, Apesar do desmatamento.

A quantidade de matéria vegetal da Terra aumentou em 4 bilhões de toneladas na última década, segundo pesquisa realizada por um grupo de cientistas australianos e publicada na segunda-feira (30) na Nature Climate Change. O estudo revela que o crescimento aconteceu principalmente em regiões da Austrália e da África, apesar de toda a ação destrutiva do homem.
De 2003 a 2012, pesquisadores de diversas universidades australianas, entre elas a New South Wales, utilizaram satélites para mapear a matéria vegetal do mundo todo. Para realizar a análise, eles usaram uma nova técnica de radiofrequência, que capta as ondas de biomassa na superfície da Terra.
A partir desses dados, eles puderam comparar os últimos 20 anos, que mostraram o aumento de desmatamento das florestas tropicais, como a Amazônia, e o crescimento de vegetação seca na Austrália nos últimos 10 anos. Ainda assim, esse crescimento se deu mais em zonas de savanas, vegetação formada por gramínea, árvores e arbustos, que é típica de clima tropicais com estações bem definidas.
Apesar de o aumento da vegetação ser uma boa notícia, isso não soluciona o problema do aquecimento global, já que a emissão de carbono continua a crescer. Em 2013, apenas as atividades humanas liberaram mais 39,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, segundo outro estudo publicado no jornal científico. Enquanto isso, as árvores só conseguem absorver ¼ do CO₂ da Terra. Infelizmente, a nova vegetação tende apenas a retardar o processo de degradação climática. O homem precisa reagir, pois a natureza tem feito sua parte.
(Fonte: Info Online)
(Foto: Internet)

domingo, 4 de dezembro de 2011

"O mundo desenvolvido vive às custas do Sul"

A criação de uma Corte Penal Internacional do Meio Ambiente seria um passo para a justiça ecológica. Puniria os responsáveis pelos danos à natureza, que até hoje são impunes.
A proposta, agora publicada em livro, é do pacifista argentino Adolfo Pérez Esquivel na Conferência Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática e os direitos da Mãe Terra, realizada na Bolívia em 2010. A proposta inclui ainda a criação de tribunais regionais

Esse discurso do Prêmio Nobel da Paz 1980 é publicado pela primeira vez em Sede de Justiça, perspectivas para a superação da fome. Neste livro, vinte personalidades latino-americanas e europeias, inclusive suíças, refletem sobre as questões atuais.

A publicação também apresenta a ABAI, organização de ajuda fundada há 30 anos no Brasil pela suíça Marianne Spiller-Hadorn. "Sede de Justiça, resulta de um movimento mundial de resistência contra um modo de vida e de economia que só cria pobreza, concentra riqueza e destrói as bases fundamentais da vida", explica à swissinfo.ch. 

Desenvolvimento não é só crescimento econômico

A mudança climática é a prova mais clara de que a Terra está ferida e doente. "Enquanto os países do norte são em grande parte responsáveis da atual crise alimentar e climática, os países do sul carregam o maior fardo", denuncia Pérez Esquivel no livro.

Ele também critica os governos dos países do sul por não terem uma política própria, independente dos centros de poder econômico e político e questiona o conceito de desenvolvimento. "Muitos o reduzem à dimensão econômica, ao crescimento ilimitado da produção e do consumo. Porém este modelo capitalista e neoliberal converte o desenvolvimento em pura exploração do sul pelo norte, dentro de uma ordem econômica injusta."

Para sair desse paradigma, Pérez Esquivel propõe "se inspirar na cosmovisão dos povos indígenas que internalizaram o vínculo com a Mãe Terra."

Os direitos da natureza foram reconhecidos na Constituição do Equador em 2008. O presidente boliviano Evo Morales lançou a iniciativa para redigir a "Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra", que Pérez Esquivel incita a apoiar.  

Protocolos e soluções falsas

Uma consequência do culto ao consumo é a mudança climática. Aqui o norte tem uma dívida com sul, mas não está disposto a pagar, como demonstram os Protocolos de Copenhague, Rio e Kioto, afirma Pérez Esquivel.

"O objetivo do norte é explorar todos os recursos para manter seu nível de vida e consumo. Nenhum desses países cumpre os objetivos do Protocolo de Kioto. Um exemplo extremo é Estados Unidos."

Esses países promovem ainda soluções equivocadas como o mercado de CO2, mecanismo que só estabeleceu o direito de poluir. O norte não reduziu seus níveis de poluição. Estes supostamente seriam compensados com o financiamento de projetos no sul, que ao final só criam novos problemas sociais e catástrofes ambientais, sublinha.

É por isso que o Nobel da Paz insiste em criar uma Corte Internacional do Meio Ambiente. "Os povos devem ter a possibilidade de agir diretamente nessa instância. Com ela acabaria a impunidade das multinacionais que se apoderam de bens comuns."

‘Swissness’ na cooperação

Existe alguma particularidade (swissness) na forma como a Suíça apoia projetos de cooperação internacional? Richard Gerster, consultor em questões norte-sul e ex-diretor da ong Aliança Sul considera que sim e cita três elementos: "A escolha de aspectos essenciais baseada no que a Suíça conhece bem – sua tradição federalista, sua sociedade civil, sua formação profissional prática – sua preferência por regiões montanhosas e seu compromisso com questões financeiras e ambientais."

Swissness também significa colocar a parceria no centro, dar-lhe prioridade e promover suas capacidades pessoais e profissionais. Dar destaque a valores como precisão e escrúpulos, ponderar o caminho até atingir a meta, o processo, segundo Gerster.

Ponto fraco é a coerência

No entanto, segundo Gerster, falta coerência à Suíça em sua política para América Latina, África e Ásia. "É incoerente ajustar a política exterior a vantagens econômicas a curto prazo."

Nos anos 1990, o governo suíço definiu cinco objetivos fundamentais de sua política externa: proteger e promover a paz e a segurança; impulsionar os direitos humanos, a democracia e o Estado de direito; fomentar o bem-estar; reduzir as desigualdades sociais e proteger os fundamentos de vida natural. Esses objetivos foram abandonados no recente informe sobre política exterior, critica Gerster.

O caso do cacau ilustra o papel ambíguo e contraditório da Suíça: Gana é o maior exportador do grão, mas não processa o cacau. O grão não processado não tem barreiras alfandegárias. Um chocolate produzido em Gana, paga um imposto de mais de 50 francos por 100 quilos. Por um lado, limita-se a indústria de Gana; por outro, a cooperação ao desenvolvimento tenta contribuir a criar trabalho e faturamento.

O fato de que neste livro se exprimam personalidades do norte e do sul indica que devemos falar mais uns com os outros, afirma seu editor, Thomas Gröbly.

"É injusto quando alguém vive à custa dos outros", destaca o professor de ética. "Uma injustiça que impera na relação norte-sul e em toda sociedade. Por isso, levar a sério a sede de justiça significa instituir uma economia e condições de comércio justas, sociais e ecológicas, mesmo que quando isso vai contra nossos interesses."

Rosa Amelia Fierro, swissinfo.ch
Adaptação: Claudinê Gonçalves


terça-feira, 14 de junho de 2011

Controle do aquecimento global pede redução de contaminação do ar


Conter o aquecimento global abaixo dos 2ºC requer reduzir as emissões de CO2, mas também generalizar as medidas de luta contra a contaminação do ar (ozônio e fuligem), segundo estudo internacional.
Uma “ação rápida” contra essa contaminação, além de ser benéfica para a saúde, contribuiria para “limitar a curto prazo o aumento das temperaturas”, destacou esta análise do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
O “carbono negro”, formado por partículas presentes na fuligem e emitida por veículos, incêndios florestais e certas instalações industriais, além do ozônio troposférico, principal componente da poluição urbana, contribuem para o aquecimento global.
O ozônio troposférico (de baixa altitude), que se forma a partir de outros gases, como o metano, é o terceiro gás causador do efeito estufa, atrás do dióxido de carbono (CO2) e do metano.
O estudo recomenda a adoção de medidas como a recuperação do metano nos setores de carvão, gás e petróleo, utilizando sistemas de combustão mais limpos, filtros para as partículas emitidas pelos veículos a diesel e a proibição de queimar ao ar livre refugos agrícolas.
Os cientistas chegaram à conclusão de que a combinação de medidas contra o “carbono negro”, o metano e o CO2 aumenta as chances de manter o aquecimento global abaixo dos 2°C, meta fixada pela comunidade internacional.
O estudo foi apresentado em Bonn (Alemanha), onde se celebra até sexta-feira uma reunião da ONU preparatória para a próxima grande conferência sobre o clima, no fim do ano, em Durban (África do Sul).  

(Fonte: Portal iG)
(Imagem: Internet)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Soluções Ecológicas - Bikeboys se espalham pela cidade (e rápido)


Sonic chega acelerado à Rua Bela Cintra, na região da Avenida Paulista, para pegar o serviço. 'Você retira na (Rua) Humberto I, na Vila Mariana, e entrega na (Rua) Frei Caneca', diz o chefe Rafael Mambretti. O apelido de personagem de videogame não veio de sua velocidade, mas do cabelo espetado. Tampouco ganha a vida como motoboy, mas como bikeboy - com o adicional de não poluir o ar, não acrescentar ruído à já ruidosa São Paulo e fazer a entrega, em muitos casos, em menos tempo que a moto.
É por isso que Helder Ribeiro, o Sonic, de 30 anos, está para estacionar sua bike no centro financeiro do País e tornar sua classe mais presente no cenário paulistano - segundo o Sindimotosp, hoje há 2 mil cicloboys na cidade ante 200 mil motoboys. No fim do mês, Sonic vai ser o primeiro bikeboy a trabalhar no setor de malote da BM&F Bovespa, que preferiu uma bike a ampliar seu quadro de três motoboys.
'Temos a meta de neutralizar nossas emissões de gases do efeito estufa até 2012, ter um bikeboy integra essa estratégia', explica a gerente de sustentabilidade da bolsa, Sonia Favaretto. 'E poderemos ter mais.'
A BM&F será uma das cinco contas fixas conquistadas pela Carbono Zero Courier em seus pouco menos de cinco meses de atividade. 'Nascemos com três bikers courier (nome preferido pelo ramo), agora já temos nove', diz Mambretti, o chefe de Sonic. 'Comparada a uma moto, que polui mais que carro, a bike evita a emissão de 72,9 gramas de CO2, segundo dados do departamento britânico de tráfego.'
Verde e eficiente. Foi também a preocupação ambiental que fez a empresa de soluções em tecnologia 24\7id substituir um dos seus quatro motoboys por um cicloboy. 'Quando soube do serviço, fui logo atrás', diz o presidente, Ioshito Yagura, que é ciclista.
O que ajudou Yagura a convencer toda sua equipe que a iniciativa não era apenas 'verde', mas eficiente, foi o tempo do profissional no trajeto da Avenida República do Líbano até a Chucri Zaidan, ambas na zona sul. 'Ele levou 31 minutos, enquanto o comum é o motoboy fazer em 1 hora', conta a diretora administrativa Vitória Hoffmann.
O titular dos pedais, Fabrício dos Santos Lima, de 28 anos, explica: 'A bike permite mais mobilidade, dá para ir pelo meio-fio, se há muito trânsito, dá para descer e caminhar com ela pela calçada, fora que é mais fácil estacionar.' Quanto à convivência com seu par motorizado, garante que é tranquila. 'Eles até dão passagem para a gente. Só taxista que acha que a gente está fazendo exercício', conta.
Corpo atlético. Exercício, aliás, é algo para o qual o bikeboy que se preze tem de estar preparado. Preparo físico, comer carboidrato e beber muita água são pré-requisitos. 'Mas tem hora que dá vontade de comer aquela feijoada. Motoboy pode, a gente acaba no açaí', brinca Lima
Mas se os motorizados podem bater uma feijoada na hora do almoço, sofrem com outras restrições. A de vagas é a campeã, especialmente no centro. 'Hoje, o tempo de espera ali está em torno de 45 minutos', diz o presidente do Sindimotosp, Gilberto Almeida dos Santos.
Ontem, ao lado do Pátio do Colégio, o motoboy Herbiton Santiago Mota, de 27 anos, já nem reclamava do bolsão para motos no Viaduto Boa Vista - que tinha 73 veículos enfileirados e nove em fila dupla. 'Estou aqui há 15 minutos, já dei uma volta', contou. Perguntado sobre andar de bike, disse: 'É uma boa. O combustível está caro.'
Francisca Cinopoli, gerente da empresa de frete Class Boy Express, confirma a competitividade da magrela por ali. 'É mais rápida.'
LÁ TEM...
Estados Unidos
Os bicycle messengers ou bike couriers são comuns nos grandes centros americanos. A atividade é bastante antiga no país. Surgiu pouco depois da criação do velocípede, em 1860. Conta com associações como a New York Bike Messenger Association, que organiza até eventos.
Europa
Foi a partir da década de 1980 que a atividade ganhou mais expressão em cidades europeias, especialmente após campanhas de troca de combustíveis por pedaladas. Em Londres, os bikeboys são muito comuns.