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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Conferência pelo Meio Ambiente vai discutir sobre águas


A Secretaria de Estado de Educação convida as escolas da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul para a V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), que este ano tem como tema Vamos Cuidar do Brasil Cuidando das Águas. A primeira etapa da conferência, nas escolas, deve ser realizada até 31 de março.
A Conferência é um processo que mobiliza escolas brasileiras, públicas e privadas, urbanas e rurais, assim como escolas de comunidades indígenas, quilombolas e de assentamento rural, que possuem pelo menos uma turma do ensino fundamental, anos finais, cadastradas no Censo Escolar de 2016, e é dividida em três etapas: conferência nas escolas; conferência estadual, em Campo Grande; e conferência nacional, realizada em Brasília.
As últimas conferências Infantojuvenil pelo meio ambiente foram pré-requisitos para que as escolas públicas pudessem aderir ao PDDE Escola Sustentável, programa que visa à destinação de recursos financeiros para promover ações voltadas à melhoria da qualidade de ensino e apoio na adoção de critérios de sustentabilidade socioambiental, considerando o currículo, a gestão e o espaço físico, de forma a tornarem-se espaços educadores sustentáveis.

A V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente tem como objetivo fortalecer a educação ambiental nos sistemas de ensino, propiciando atitude responsável e comprometida da comunidade escolar com as questões socioambientais locais e globais com ênfase na participação social e nos processos de melhoria da relação ensino-aprendizagem, em uma visão de educação para a diversidade, inclusiva e integral.
A Conferência Nacional é o encontro nacional das delegações estaduais para realização oficinas, atividades culturais e diálogos sobre o tema “Água”, a partir dos projetos de ação selecionados nas etapas Estaduais e Distrital.
Serão aproximadamente 460 delegados e delegadas, entre 11 e 14 anos, de todo pais, que já debateram o tema em suas escolas, nas Conferências Municipais e ou Regionais e nas Conferências Estaduais. Na Conferência Nacional, esses jovens irão aprofundar a temática, socializar os projetos, participar de oficinas.

A V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente acontecerá de 15 a 19 de junho de 2018.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

São Paulo e outras 10 cidades do mundo que podem ficar sem água como a Cidade do Cabo

 Apesar de cobrir 70% da superfície do planeta, a água doce, especialmente a potável, não é tão abundante assim: responde por só 3%. Mais de 1 bilhão de pessoas enfrentam problemas de acesso a ela, e, para 2,7 bilhões, ela falta ao menos um mês por ano.
Uma pesquisa com as 500 maiores cidades do mundo, publicada em 2014, estima que uma em cada quatro estão em uma situação de “estresse hídrico”, como define a Organização das Nações Unidas (ONU) quando o abastecimento anual cai abaixo de 1,7 mil m³ por pessoa.
De acordo com projeções chanceladas pela ONU, a demanda por água doce vai superar o abastecimento em 40% em 2030, graças a uma combinação entre as mudanças climáticas, a ação humana e o crescimento populacional.
Não é uma surpresa, portanto, que a situação na Cidade do Cabo seja apenas a ponta do iceberg. Em todos os continentes, grandes centros urbanos enfrentam essa escassez e correm contra o tempo em busca de uma solução. Conheça a seguir outras 11 cidades que podem ficar sem água.
São Paulo A capital paulista passou por uma situação dramática em 2014 e 2015, quando seu principal conjunto de reservatórios, o sistema Cantareira, atingiu seu menor nível da história. A Sabesp, companhia paulista de abastecimento, passou a puxar a água que ficava abaixo dos canos de captação, no chamado “volume morto”, e reduziu a pressão nas bombas – o que fez com que partes da cidade ficassem desabastecidas. Também houve campanhas para a redução do consumo.
Em dezembro de 2015, com a volta das chuvas, o Cantareira saiu finalmente do “volume morto”.
O governo paulista atribuiu a crise à forte seca que atingiu a região, mas uma missão da ONU criticou as autoridades estaduais por “falta de investimentos e planejamento adequados”.
Nos últimos anos, a situação das represas melhorou, mas especialistas afirmam que a possibilidade de uma nova crise segue presente.
Bangalore Autoridades da cidade indiana tiveram problemas para lidar com a expansão imobiliária após Bangalore tornar-se um centro de tecnologia e enfrentam dificuldades para cuidar dos sistemas hídrico e de saneamento.
O encanamento antigo precisa de uma reforma urgente: um relatório do governo federal revelou que a cidade desperdiça metade de sua água potável.
Como a China, a Índia tem sérios problemas de poluição em seus cursos d´água, e Bangalore não é diferente: um inventário dos lagos da cidade revelou que 85% tinham água que poderia ser usada apenas para irrigação e resfriamento industrial. Nenhum tinha água potável ou adequada para banho.
PequimO encanamento antigo precisa de uma reforma urgente: um relatório do governo federal revelou que a cidade desperdiça metade de sua água potável.
Como a China, a Índia tem sérios problemas de poluição em seus cursos d´água, e Bangalore não é diferente: um inventário dos lagos da cidade revelou que 85% tinham água que poderia ser usada apenas para irrigação e resfriamento industrial. Nenhum tinha água potável ou adequada para banho.
O Banco Mundial classifica como situação de escassez hídrica quando moradores de uma determinada localidade recebem menos de 1 mil m³ de água por pessoa. Em 2014, os mais de 20 milhões de habitantes de Pequim receberam apenas 145 m³.
A Organização Mundial da Saúde aponta que o Egito é o oitavo país do mundo em mortes ligadas à poluição hídrica entre os países com renda de nível médio-baixa (quando a renda nacional bruta per capita fica entre o equivalente a R$ 3.335 e R$ 13.113).
A ONU estima que o país sofrerá com crises hídricas graves em 2025.
Jacarta
Como muitas cidades costeiras, a capital da Indonésia enfrenta a ameaça da elevação do oceano – cerca de 40% da cidade agora está abaixo do nível do mar, segundo o Banco Mundial.
Mas, em Jacarta, o problema piorou com a ação humana: com mais da metade dos 10 milhões de habitantes sem acesso a água encanada, a perfuração ilegal de poços prolifera e esvazia as reservas subterrâneas.
A situação é agravada pelo fato de os aquíferos não serem reabastecidos pelas fortes chuvas, porque o concreto e o asfalto impedem que a água seja absorvida pelo solo.
Moscou
Um quarto das reservas de água doce do mundo estão na Rússia, mas o país enfrenta sérios problemas de poluição por conta do legado industrial da era soviética. Isso é especialmente preocupante para a capital, Moscou, onde 70% do abastecimento vem de reservas de superfície.
Órgãos regulatórios afirmam que entre 35% e 60% de todas as reservas de água potável do país não atendem os padrões sanitários mínimos.
Istambul
Dados do governo turco mostram que o país vive tecnicamente uma situação de estresse hídrico, porque o abastecimento per capital caiu abaixo de 1,7 mil m³ em 2016. Especialistas locais alertam que a situação pode piorar até 2030.
Nos últimos anos, áreas muito populosas como Istambul (14 milhões de habitantes) passaram a enfrentar períodos de falta d’água nos meses mais secos. Os níveis dos reservatórios caíram abaixo de 30% da capacidade no início de 2014.
Cidade do México Faltar água não é uma novidade para os 21 milhões de habitantes da capital do México. Para um a cada cinco, as torneiras só funcionam por algumas horas por semana, e, para 20%, só há abastecimento em parte do dia.
A cidade importa cerca de 40% da sua água de fontes distantes, mas não tem nenhuma operação de larga escala para reciclar água que já foi utilizada. Perdas por problemas na rede são estimadas em 40%.
Londres
De todas as cidades do mundo, a capital do Reino Unido, Londres, não é a primeira que viria à mente quando se fala de escassez hídrica. Com uma precipitação anual de 600 milímetros, menos do que a média de Paris e cerca de metade da média de Nova York, Londres atende 80% da demanda com seus rios.
Segundo a prefeitura local, a cidade está próxima do limite de sua capacidade e deve enfrentar problemas de abastecimento em 2025 e crises sérias em 2040.
Tóquio
A capital do Japão, Tóquio, tem níveis de precipitação semelhantes aos de Seattle, apelidada de Cidade Chuvosa pelos americanos. As chuvas estão, no entanto, concentradas em apenas quatro meses do ano. A água precisa ser coletada e armazenada, já que pode haver secas no restante do ano.
Autoridades locais fizeram justamente isso: ao menos 750 edifícios públicos e privados têm sistemas de coleta e reuso de água da chuva.
Com mais de 30 milhões de habitantes, Tóquio depende de reservas de superfície (rios, lagos e neve) para 70% de seu abastecimento. Investimentos recentes na rede têm como meta reduzir o desperdício para 3%.
Miami O Estado da Flórida, nos Estados Unidos, está entre os cinco mais chuvosos todos os anos. Mas está anunciando uma crise em sua cidade mais famosa, Miami.
Um resultado não previsto para o projeto de drenagem de seus pântanos é que a água do Oceano Atlântico contaminou o aquífero Biscayne, a principal fonte de água da cidade.
Ainda que o problema tenha sido detectado nos anos 1930, a água do mar ainda se infiltra, especialmente porque a cidade americana tem sido vítima de uma elevação do nível do mar cada vez mais acelerada, superando as barreiras subterrâneas instaladas nas últimas décadas.
Cidades vizinhas também enfrentam o mesmo problema – Hallande Beach, a alguns quilômetros ao norte, teve de fechar seis de seus oito poços por causa da invasão da água salgada.

Fonte: BBC
Foto: Internet

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Noruega anuncia que deve cortar pela metade repasse ao Fundo Amazônia



O governo da Noruega anunciou nesta quinta-feira (22) que deve cortar pela metade o repasse ao Fundo Amazônia previsto para o ano que vem, de acordo com informações do Jornal Nacional. Serão R$ 200 milhões a menos para a proteção da floresta brasileira.
O país nórdico já investiu quase R$ 3 bilhões em projetos de preservação e proteção de povos indígenas e da Amazônia – o Brasil recebia o equivalente a R$ 400 milhões por ano. Mas, há cerca de três anos, os índices de desmatamento passaram a aumentar e os noruegueses começaram a questionar as políticas de conservação.
Vidar Helgesen, ministro de Clima e Meio Ambiente da Noruega, disse que o valor exato do corte só vai ser definido no final deste ano.
“De acordo com as regras que foram desenhadas pelas próprias autoridades brasileiras, se o desmatamento aumenta, haverá menos dinheiro saindo da Noruega”, disse. “Se o desmatamento diminuir, o dinheiro volta”, ele garantiu.
Depois de passar a tarde reunido com Helgensen, Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente do Brasil, culpou o governo de Dilma Rousseff e disse que não pode garantir a preservação. “Só Deus pode garantir isso, mas eu posso garantir que todas as medidas foram tomadas”, disse Sarney.
Em nota, a assessoria do Ministério do Meio Ambiente confirmou que ocorreu uma reunião bilateral entre os ministros brasileiros e norueguês em Oslo, mas afirmou que não foi anunciado qualquer corte de recursos. Além disso, informou que o Ministério do Meio Ambiente do Brasil não recebeu, até momento, qualquer comunicado oficial sobre o assunto.
(Fonte: G1)
(Foto: Internet)

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Trump está decidido a retirar EUA do Acordo de Paris, diz imprensa americana.



O presidente americano Donald Trump está decidido a retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, segundo a imprensa americana. A informação foi passada por duas fontes anônimas com conhecimento direto da decisão ao site de notícias Axios e foi confirmada por vários veículos, entre eles CNN, CBS, Fox e “The New York Times”.

A Casa Branca ainda não confirmou a decisão oficialmente. Depois de a notícia ganhar repercussão na manhã desta quarta-feira (31), Trump publicou, em sua conta no Twitter, que pretende anunciar sua decisão sobre o Acordo de Paris “nos próximos dias”.

Durante sua campanha eleitoral, Trump criticou duramente o Acordo de Paris e questionou a mudança climática, um fenômeno que chegou a qualificar de “invenção” dos chineses. Desde que foi eleito, decidiu iniciar um processo para revisar se os Estados Unidos continuariam fazendo parte do pacto.

O acordo busca uma mudança de modelo de desenvolvimento, livre de combustíveis fósseis, e foi assinado por seu predecessor Barack Obama. O pacto determina que seus 195 países signatários ajam para que temperatura média do planeta sofra uma elevação “muito abaixo de 2°C”, mas “reunindo esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C”.

Já Trump acredita que as leis ambientais afogam o crescimento econômico e são responsáveis pela perda de empregos no país. Segundo a Casa Branca, Trump queria escutar os parceiros do G7, o grupo das sete democracias mais industrializadas do mundo, antes de tomar uma decisão a respeito.

Apesar da pressão exercida pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e da chanceler alemã, Angela Merkel, a declaração final da cúpula do G7 reconheceu que os Estados Unidos “não estão em posição de alcançar um consenso” sobre a luta contra a mudança climática.

Os membros do G7, com exceção dos EUA, reiteraram nessa declaração o compromisso de implementar “rapidamente” o Acordo de Paris.
(Fonte: G1)
(Foto: Internet)

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Remédio é aprovado para câncer, não importa onde ele se localiza



Os médicos sempre falam de um futuro onde o câncer será tratado de acordo com características moleculares, e não por causa do local em que surgiu. Eis que, na semana passada, uma notícia tornou esse futuro uma realidade, o que abre as portas para uma Oncologia ainda mais personalizada e efetiva.
A FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora americana, aprovou pela primeira vez na história um medicamento com base em alterações biológicas do tumor. Isso significa que, desde que a doença apresente essa particularidade — já falaremos dela —, pode receber a droga, independentemente se está na mama, no intestino, no pâncreas, na pele.
“Todas as indicações anteriores se baseavam no órgão afetado. A revolução está no fato de que um aspecto molecular do câncer, descoberto com exames relativamente simples, foi priorizado”, contextualiza o médico Jacques Tabacof, coordenador geral da Oncologia Clínica e da Hematologia do Centro de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.
Na prática, a medicação — chamada de pembrolizumabe, da farmacêutica MSD — poderá ser empregada em quaisquer tipos de tumor avançado que não respondam aos tratamentos convencionais. Isso, claro, desde que a doença possua a tal alteração, presente em 5% de todos pacientes. Ainda é pouca gente, mas a perspectiva de termos mais armas que atuam em várias frentes é certamente positiva aos pacientes, principalmente entre os que, hoje, têm um arsenal exíguo à disposição.
Outra coisa: o Brasil ainda não aprovou o pembrolizumabe para esse fim. Por aqui, ele só é empregado contra o melanoma, uma versão especialmente agressiva de câncer de pele. Nos Estados Unidos, mesmo antes dessa novidade, o princípio ativo já vinha sendo usado contra linfoma de Hodgkin e nódulos no pulmão.
Por dentro do câncer… e da aprovação – A tal característica molecular que define o uso ou não do remédio se chama instabilidade de microssatélite. Não fique com medo do nome complicado: “Trata-se de uma alteração na célula que dificulta reparos no nosso DNA”, explica Tabacof, que também atua no Centro Paulista de Oncologia (CPO). Com isso, uma mutação perigosa que normalmente seria consertada segue incólume e pode originar um câncer.
Acontece que essa particularidade torna a moléstia, digamos, mais vulnerável à ação do pembrolizumabe, um medicamento pertencente ao grupo da imunoterapia. O remédio, na verdade, estimula as células de defesa do próprio organismo a identificarem o câncer e o atacarem.
“Embora tenha chamado a atenção ultimamente, a droga não é a única a seguir esse princípio. É possível que, no futuro próximo, outras farmacêuticas busquem aprovações similares com seus imunoterápicos”, raciocina Tabacof. Seguindo essa lógica, talvez nos próximos anos mais fármacos sejam liberados para atuar em diversos tipos de câncer. Entendeu quão relevante é a decisão da FDA?!
Segundo estudos que garantiram a aprovação, quase 40% dos voluntários envolvidos observaram uma melhora objetiva ao tomar pembrolizumabe — isso mesmo após outros tratamentos terem fracassado. Do pessoal que apresentou uma evolução no quadro, 78% mantiveram os benefícios por seis meses ou mais.
Ainda assim, é importante dizer que a liberação da agência americana foi tomada com base em pesquisas preliminares. Em outras palavras, os resultados foram considerados promissores ao ponto de sustentarem a comercialização do pembrolizumabe para esse fim — mesmo sem levantamentos maiores e mais abrangentes. Novos trabalhos irão delinear com maior clareza o potencial real do princípio ativo da MSD.
De qualquer maneira, a aprovação de uma medicação que prioriza mutações no câncer em vez do órgão afetado já balançou os alicerces da Oncologia. Resta quantificar qual a real magnitude dessa quebra de paradigma para os pacientes. 

(Fonte: Revista Saúde)
(Foto: Internet)

terça-feira, 30 de maio de 2017

Desmatamento na Mata Atlântica cresce quase 60% em um ano

O desmatamento na Mata Atlântica cresceu 57,7% em um ano, entre 2015 e 2016, quando o bioma perdeu 29.075 hectares, o equivalente a mais de 29 mil campos de futebol. O número foi apresentado na segunda-feira (29) pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).
No período anterior (2014-2015), o desmate no bioma havia sido de 18.433 hectares. Segundo a diretora executiva da SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota, há 10 anos a área, que se espalha por 17 estados, não registrava um desmatamento dessas proporções. “O que mais impressionou foi o enorme aumento no desmatamento no último período. Tivemos um retrocesso muito grande, com índices comparáveis aos de 2005”, disse. No período de 2005 a 2008, a Mata Atlântica perdeu 102.938 hectares de floresta, ou seja, média anual de 34.313 hectares a menos.
Em 2015-2016, a Bahia foi o estado onde houve mais desmatamento, com 12.288 hectares desmatados, 207% a mais que no período anterior, quando foram destruídos 3.997 hectares de vegetação nativa. Os municípios baianos de Santa Cruz Cabrália e Belmonte lideram a lista dos maiores desmatadores com 3.058 hectares e 2.119 hectares, respectivamente. Se somados aos desmatamentos identificados em outras cidades do Sul da Bahia, como Porto Seguro e Ilhéus, cerca de 30% da destruição do bioma no período ocorreu nesta região.
“Essa região é a mais rica do Brasil em biodiversidade e tem grande potencial para o turismo. Nós estamos destruindo um patrimônio que poderia gerar desenvolvimento, trabalho e renda para o estado”, avaliou Márcia.
Minas Gerais aparece em segundo lugar no ranking, com 7.410 hectares desmatados. Os principais pontos de desflorestamento ocorreram nos municípios de Águas Vermelhas (753 hectares), São João do Paraíso (573 hectares) e Jequitinhonha (450 hectares). Segundo os dados da SOS Mata Atlântica e do Inpe, a região é reconhecida pelos processos de destruição de vegetação nativa para produção de carvão ou pela conversão da floresta por plantios de eucalipto. Minas liderou o desmatamento em sete das últimas nove edições do Atlas da Mata Atlântica.
No Paraná, o desmatamento do bioma passou de 1.988 hectares entre 2014 e 2015 para 3.545 hectares entre 2015-2016, o que representa aumento de 74%. Este foi o segundo ano seguido de crescimento do desmate no estado. Segundo o relatório, a destruição está concentrada na região das araucárias, espécie ameaçada de extinção, com apenas 3% de florestas remanescentes.
No Piauí, pelo quarto ano consecutivo os maiores desmatamentos ocorreram nos municípios de Manoel Emídio (1.281 hectares), Canto do Buriti (641 hectares) e Alvorada do Gurguéia (625 hectares), todos próximos ao Parque Nacional Serra das Confusões.
Segundo o diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, a situação é gravíssima e indica uma reversão na tendência de queda do desmatamento registrada nos últimos anos.
“O setor produtivo voltou a avançar sobre nossas florestas, não só na Mata Atlântica, mas em todos os biomas, após as alterações realizadas no Código Florestal e o subsequente desmonte da legislação ambiental brasileira. Pode ser o início de uma nova fase de crescimento do desmatamento, o que não podemos aceitar.”
(Fonte: Agência Brasil)

(Foto: Internet)

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Merkel classifica discussão sobre clima no G7 como “muito insatisfatória"

A chanceler alemã, Angela Merkel, qualificou no sábado como “muito insatisfatória” a discussão sobre o acordo contra a mudança climática feita ao longo da Cúpula do G7 na cidade italiana de Taormina.
“Foi muito difícil e muito insatisfatória a discussão geral sobre o tema do clima”, avaliou Merkel em declarações à imprensa ao final do encontro, no qual todos os participantes, exceto os Estados Unidos, reiteraram o compromisso de implementar “rapidamente” o Acordo do Clima de Paris.
“Isso significa que por enquanto não há nenhum sinal de que os Estados Unidos permanecerão no Acordo de Paris ou não. O fato de não ter sido possível conseguir avanços aqui é naturalmente uma situação na qual temos que dizer que um acordo internacional importante simplesmente não recebe apoio. Este não é um acordo qualquer. É um acordo básico para dar forma à globalização”, lamentou Merkel.
De acordo com a chanceler, a sessão de sábado do G7 começou com uma reunião prévia com representantes de cinco países africanos, encontro que considerou “muito positivo”.
“Os países africanos deixaram muito claro que a mudança climática é de uma importância essencial para eles, assim como também o financiamento. E quando pensamos nos pequenos Estados-ilha cuja existência depende disso percebemos a importância do acordo sobre o clima. Ainda não tivemos uma posição comum aqui, mas deixamos muito claro que não abdicamos das nossas posições”, insistiu Merkel.
Segundo a declaração final do G7, os chefes de Estado e governo de Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido e os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu disseram entender que Washington não está em condições de se juntar à iniciativa no momento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que “na próxima semana” decidirá se o país deve continuar fazendo parte do Acordo Climático de Paris.
(Fonte: Terra)
(Foto: Internet)

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Dez estados dos EUA pedem a Trump para retirar país do Acordo de Paris


 Foto: Internet

Uma coalizão de dez estados pediu nesta quarta-feira ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se retire do Acordo de Paris contra a Mudança Climática, um dos legados diplomáticos do ex-presidente Barack Obama.
“A saída do Acordo de Paris é um passo importante e necessário para reverter as políticas energéticas que destroem o emprego e o excesso ilegal da era de Obama”, indicou em comunicado o procurador-geral do Texas, um dos estados da coalizão, o republicano Ken Paxton, sobre a carta que foi enviada a Trump.
O presidente disse que tomará uma rápida decisão sobre o assunto.
Paxton assinou o documento junto com os procuradores-gerais de Alabama, Arkansas, Kansas, Louisiana, Missouri, Nebraska, Carolina do Sul, Virgínia Ocidental e Wisconsin. Dos dez estados, apenas dois, Louisiana e Virgínia Ocidental, são governados por democratas.
Para que o Acordo de Paris entre em vigor, é preciso que pelo menos 55 países, que somem 55% das emissões globais de poluentes, completem o processo de ratificação.
China e EUA, os dois países mais poluidores do mundo, são responsáveis por cerca de 40% das emissões globais e anunciaram de maneira conjunta a ratificação do acordo no início de setembro.
Os signatários da carta a Trump afirmam que o chamado Plano de Energia Limpa, criado por Obama, era o eixo da participação dos EUA no Acordo de Paris. Como o atual presidente americano quer revogar as medidas de seu antecessor, não faz sentido seguir no pacto contra a mudança climática assinado na capital francesa.
Trump assinou no fim de março uma ordem executiva que prevê a independência energética dos EUA e a criação de empregos, particularmente na indústria do carvão, às custas de começar a desmantelar o legado contra a mudança climática de Obama.
Um ponto essencial da ordem executiva de Trump é o que elimina o requisito que as agências do governo federal considerem o pacto para a mudança climática para tomar decisões.
O decreto de Trump também determina uma revisão das diretrizes do Plano de Energia Limpa de Obama, lançado em 2015, com o objetivo de que os EUA reduzam as emissões de carbono das centrais elétricas em 32% em relação aos níveis de 2005. (Fonte: Terra)